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Projeto exige anestesia completa em castração de cães e gatos no Paraná

Proposta apresentada na Alep estabelece regras mais rigorosas para procedimentos cirúrgicos realizados com apoio do estado.

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Projeto exige anestesia completa em castração de cães e gatos no Paraná
A iniciativa, pretende garantir que todos os animais submetidos a cirurgias recebam anestesia geral completa. Foto: Patryck Madeira/Arquivo/Sedest

Um projeto de lei protocolado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) estabelece regras mais rigorosas para a realização de castrações e demais procedimentos cirúrgicos em cães e gatos executados, financiados ou apoiados pelo Governo do Estado.

A iniciativa, dos deputados Marcelo Rangel (PSD) e Mabel Canto (PP), pretende garantir que todos os animais submetidos a cirurgias recebam anestesia geral completa e analgesia adequada, passando a ser proibida a utilização isolada de sedativos ou medicamentos que não eliminem a percepção da dor durante os procedimentos.

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Segundo Marcelo Rangel, a proposta representa um avanço importante na proteção e no bem-estar animal, estabelecendo padrões técnicos mínimos a serem seguidos em programas públicos de esterilização e demais intervenções cirúrgicas.

Para ele, o estado precisa assegurar que os procedimentos realizados com recursos públicos sejam conduzidos com responsabilidade, segurança e respeito à vida animal.

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A deputada Mabel Canto também destaca a importância da medida para fortalecer as políticas públicas voltadas à proteção dos animais no Paraná. Segundo ela, o projeto contribui para humanizar os atendimentos e oferecer mais segurança tanto aos pacientes quanto aos profissionais envolvidos.

Anestesia geral nos procedimentos

Entre os principais pontos da proposta está a obrigatoriedade do uso de protocolos completos de anestesia geral, capazes de garantir inconsciência profunda, analgesia total, relaxamento muscular e monitoramento contínuo durante todo o procedimento. O texto também determina que a recuperação anestésica seja completa antes da liberação do animal ao tutor.

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Outro destaque é a regulamentação dos materiais utilizados nas suturas internas. O projeto exige o emprego de fios absorvíveis e biocompatíveis, proibindo o uso de materiais considerados inadequados, como o nylon, em procedimentos internos, o que reduz os riscos de inflamações, infecções e complicações pós-operatórias.

Rangel ainda ressalta que a proposta não cria despesas obrigatórias para o estado nem interfere na autonomia dos médicos-veterinários, apenas estabelece critérios mínimos de qualidade para procedimentos custeados com recursos públicos, alinhados às recomendações técnicas da medicina veterinária moderna.

(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)

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    Denise Paro

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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