Moradores da fronteira seca entre Bernardo de Irigoyen (Argentina), Dionísio Cerqueira (SC) e Barracão (PR) estão questionando a estratégia utilizada para tentar diminuir a circulação de veículos por pontos informais de travessia.
Em vários pontos da linha internacional que divide Brasil e Argentina, a Polícia Federal (PF) instalou pedras de grande porte para evitar a passagem de veículos. A ação tem como objetivo dificultar práticas como o contrabando, o descaminho e o roubo de carros.
Em reportagem especial sobre o tema, o portal Misiones Online, da Argentina, ouviu a opinião de autoridades e moradores dos dois lados da fronteira seca.
“Já foram implementados diversos sistemas para barrar a passagem por lugares não autorizados, mas isso não funcionou. Com o tempo, os acessos ficam abertos novamente”, reconheceu Celestino Raúl Medina, chefe local da Polícia de Misiones.
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Bianca Moreira Maran Bertamoni, prefeita da cidade catarinense de Dionísio Cerqueira, disse que o problema vem de longa data. “Há pedras para impedir a passagem de veículos fora da aduana, mas isso gera um aspecto que a população questiona”, apontou.
De acordo com a prefeita, há um projeto para substituir as pedras por estruturas mais organizadas, como barreiras de concreto, melhores calçadas e espaços públicos.
Por outro lado, Sergio Amaral, morador da fronteira, indicou os riscos provocados pelos montes de pedras, como o acúmulo de barro em dias de chuva. “Fica perigoso, alguém pode cair”, argumentou.
A maioria das pessoas ouvidas pelo Misiones Online considerou a medida como inócua. “Estraga a vista da fronteira e não serve para nada, as pessoas passam igual”, afirmou Marcos Müller, morador de Barracão.
Para ler a reportagem (em espanhol) e ver as fotos e vídeos gravados pelo portal Misiones Online, da Argentina, clique aqui.

