O mês de maio começou com mais um reajuste nos preços dos combustíveis na Argentina, praticado pelas distribuidoras privadas. Já a YPF decidiu postergar a elevação, mantendo as tarifas atuais até o mês de junho.
Ademais da inflação, que tem oscilado entre 2% e 3% ao mês no país, o conflito no Oriente Médio surge como principal fator para o aumento. Com a disparada nas cotações internacionais do petróleo, o reajuste no tarifário local se torna inevitável.
Na cidade fronteiriça de Puerto Iguazú, que tem uma das tabelas mais caras da Argentina, devido ao custo do frete, os postos com bandeira Shell já aumentaram seus preços.
Tarifário dos postos Shell Argentina em Puerto Iguazú — maio/2026:
Nafta Súper: P$ 2.209;
Nafta V-Power: P$ 2.539;
Formula Diesel: P$ 2.355;
Diesel V-Power: P$ 2.629.
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Tarifário dos postos YPF em Puerto Iguazú — maio/2026:
Nafta Súper: P$ 2.149;
Nafta Infinia: P$ 2.393;
Infinia Diesel: P$ 2.485.
O preço em reais dependerá da cotação obtida pelo consumidor. Ao câmbio de R$ 1 por P$ 250, por exemplo, o litro da Nafta V-Power na rede Shell da Argentina custará o equivalente a R$ 10,15. Já se a taxa for de R$ 1 por P$ 270, o valor cairá para R$ 9,40.
Para fazer o cálculo, basta dividir o preço em pesos argentinos pela cotação. Assim, dividindo P$ 2.539 por 250, chega-se ao resultado de R$ 10,15.
Atualmente, a Argentina tem os combustíveis mais caros da fronteira, superando amplamente os preços praticados no Paraguai e no Brasil. Tal situação leva motoristas de Puerto Iguazú a abastecer nos países vizinhos, principalmente no Paraguai.

