Em 2011, o pesquisador Antônio Marcos Myskiw publicou o livro A fronteira como destino de viagem: a colônia militar de Foz do Iguaçu (1888 – 1907). A obra, como o título indica, trata de um período específico da história, nos primórdios da ocupação da região.
Desde então, a região de fronteira entre as atuais Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina) consolidou seu espaço no imaginário popular.
No espectro positivo, milhões de pessoas, continente afora, associam a região a um destino turístico atrativo, com belas paisagens naturais (Cataratas), obras imponentes (Itaipu) e oportunidades para compras, passeios e escapadas internacionais.
Assim, uma viagem a um único destino torna possível cruzar uma ou mais fronteiras e vivenciar, ainda que brevemente, a experiência de sair do país.
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Editorial semanal com a opinião do H2FOZ
Por outro lado, no espectro negativo, a logística que facilita a chegada e a circulação de turistas favorece, também, deslocamentos e travessias com fins ilícitos.
No noticiário e na ficção, não são poucos os personagens que fogem para a fronteira em busca de refúgio visto como seguro nos países vizinhos.
Uma busca no Google, por exemplo, indica que pelo menos quatro personagens de telenovela fugiram ou tentaram fugir para a fronteira desde Maria do Carmo, de Rainha da Sucata, em 1990.
Cedo ou tarde, a vulnerabilidade do controle de entradas e saídas do Brasil obrigará a Polícia Federal a reforçar a fiscalização na fronteira.
O uso da tecnologia, espera-se, poderá evitar cenários como o da cabeceira argentina da Ponte Tancredo Neves, verdadeira barreira à integração regional.
Falando nisso, fique de olho: a partir de terça-feira (3), as regras para atravessar a Ponte da Integração Brasil–Paraguai serão atualizadas para moradores da fronteira. Para saber mais, em reportagem da jornalista Denise Paro, clique aqui.
H2FOZ na final de prêmio nacional
Após vencer a etapa paranaense, o portal H2FOZ está na final nacional do Prêmio Sebrae de Jornalismo, com reportagem sobre a febre dos “bolos de fatia” na região de fronteira.
A matéria, de autoria do jornalista Vacy Alvaro, com fotos de Marcos Labanca, valoriza o trabalho de pequenos empreendedores de Foz do Iguaçu. Para ler a reportagem, na íntegra, clique aqui.
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Guilherme Wojciechowski colabora diariamente com o H2FOZ e redige, aos domingos, a edição semanal da Carta ao Leitor.

