Ao redor do mundo, fronteiras não são, via de regra, locais de convivência pacífica. Muito pelo contrário: desconfiança, conflitos e guerras costumam estar, inclusive, na própria origem das linhas que delimitam a soberania de um ou de outro.
No final de maio, um episódio completamente fora da curva mexeu com os brios na região trinacional, principalmente, no Paraguai.
A poucos metros da ponte que simboliza a amizade entre brasileiros e paraguaios, telões passaram a exibir mensagens exaltando o Brasil e depreciando o Paraguai.
O incidente na fronteira, atribuído a um ataque hacker, gerou reação do presidente do Paraguai. Santiago Peña, de imediato, mandou remover todos os dispositivos de mídia exterior localizados na faixa de domínio da Rodovia PY02.
Se há males que vem para o bem, contudo, o episódio serviu para reforçar a união entre quem vive na região. Mesmo nas publicações mais exaltadas na internet, não faltaram mensagens de brasileiros e paraguaios fazendo chamados à integração.
A imprensa da fronteira tem papel fundamental neste processo. Em tempos pré-internet, brasileiros aprendiam espanhol ouvindo as rádios ou assistindo aos canais de TV dos países vizinhos. Argentinos e paraguaios faziam o mesmo, aprendendo português.
Neste processo, consumiam notícias, cultura e aprendiam mais sobre o olhar do outro, favorecendo a compreensão, mesmo na discordância.
Atualmente, a internet transporta também a imprensa escrita de um lado a outro da fronteira. O portal H2FOZ, por exemplo, tem leitores diários no Paraguai e na Argentina, dedicando parte de seu noticiário a acompanhar o que acontece nos países vizinhos.
Integração na fronteira
Particularmente, acreditamos na integração entre pessoas, empresas, instituições, governos e países. Contra a instigação ao ódio, defendemos a informação como antídoto. Conte conosco na defesa dos interesses do território trinacional.
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Guilherme Wojciechowski colabora diariamente com o H2FOZ e redige, aos domingos, a edição semanal da Carta ao Leitor.


