Na última terça-feira (14), a Câmara Municipal de Foz do Iguaçu promoveu audiência pública para discutir o serviço de energia elétrica na Terra das Cataratas.
Participaram do evento vereadores, representantes da população, empresários e emissários da Companhia Paranaense de Energia (Copel), concessionária do serviço na cidade.
De acordo com a Copel, houve redução em 30% nas ocorrências de queda de energia em Foz do Iguaçu no primeiro semestre de 2026. Além disso, a empresa tem reduzido o tempo de atendimento às ocorrências, graças à modernização da rede.
Do lado dos consumidores, contudo, a percepção apresentada foi exatamente a oposta, com citações de aumento nas interrupções e demora no atendimento.
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Em muitos bairros de Foz do Iguaçu, a intermitência gera grande irritação nos moradores. A situação, apelidada de “pisca-pisca”, consiste em queda de energia por cerca de dez segundos, retorno, e nova queda minutos mais tarde, sucessivas vezes ao longo da noite.
O “pisca-pisca” ocorre com maior frequência no verão, mas nesse sábado (18), por exemplo, afetou parte do bairro Lancaster. As quedas aconteceram durante a transmissão de Inglaterra x França, com gritos furiosos dos moradores. Efeito da ventania? Provavelmente.
Foz do Iguaçu, como sabemos, tem um quadro complexo no que diz respeito ao fornecimento de energia. A cidade tem alto consumo per capita nos muitos meses quentes do ano, devido ao uso intenso de aparelhos de climatização.
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Guilherme Wojciechowski colabora diariamente com o H2FOZ e redige, aos fins de semana, a edição semanal da Carta ao Leitor.

