Aumentar a oferta de ônibus ao passageiro elevando em 69% as viagens durante dias úteis e alçar os quilômetros rodados dos atuais 600 mil para 800 mil ao mês. Isso acrescentando apenas dez veículos à frota operante, que passaria de 98 para 108. Custo? Manutenção de subsídios, passagem de R$ 5 para R$ 6 e revisão de gratuidades.
Essa é a equação que a prefeitura promete resolver e, além disso, melhorando a qualidade e assegurando a sustentabilidade do modelo. Os números fazem parte do estudo que norteará a nova concessão do transporte coletivo de Foz do Iguaçu. A comunidade teve acesso às informações em uma primeira reunião pública, a plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codefoz), no último dia 3. Nesta quinta-feira, 6, haverá audiência sobre o tema.
Na sessão para gestores públicos, empresários e lideranças da sociedade civil, a prefeitura explicou a modelagem, por meio do Instituto de Transportes e Trânsito (Foztrans) e da consultoria Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (Fepese). A futura concessão do transporte coletivo prevê contrato de 20 anos e projeta uma reestruturação do serviço para atrair passageiros e estabelecer o equilíbrio econômico do sistema.
“Esse diálogo aberto pelo poder público sobre o transporte coletivo é necessário e importante”, reiterou o presidente do Codefoz, Marcelo Brito. “A certeza que temos é que o modelo atual não atende às necessidades de Foz do Iguaçu. A plenária serviu para conhecermos o sistema que está sendo proposto e, assim, avançarmos”, disse.
Foztrans explica
A proposta do novo modelo de transporte público, conforme a apresentação feita por Robson Lima Souza, técnico do Foztrans e membro da Comissão de licitação, prevê:
- aumento de 69% nas viagens em dias úteis, passando de 702 para 1.183 trajetos, além de incremento nos fins de semana;
- frota operante subindo de 98 para 108 veículos e mais linhas ativas, visando a reduzir o tempo de espera nos pontos de ônibus;
- reorganização das linhas de ônibus;
- quilometragem mensal de 600 mil para 800 mil (crescimento de 27%), objetivando maior frequência em toda a cidade;
- nova frota de ônibus melhores e 100% equipada com ar-condicionado;
- tecnologia de bilhetagem moderna, com pagamentos por aproximação e integração temporal fora do Terminal de Transporte Urbano (TTU), por meio de oito pontos estratégicos distribuídos pela cidade.
“A maior reclamação dos usuários hoje é a oferta, que nós vamos aumentar, elevando para 800 mil quilômetros mensais com apenas 10% de aumento da frota. Isso diminui o custo devido à otimização da operação”, explicou Robson. “Redesenhamos todas as linhas. As pessoas vão fazer integração e se deslocar entre as microrregiões sem precisar passar pelo centro. O deslocamento vai ser muito mais rápido, porque a pessoa, dentro do próprio bairro, conseguirá integrar”, pontuou.
Passagem mais cara
Pela proposta do município, a nova tarifa aos passageiros será de R$ 6. De acordo com o Foztrans, a medida visa a adequar o valor, sem reajuste desde 2022. Outro ponto deverá mexer diretamente na vida dos usuários: as gratuidades serão reestudadas, com redução de quatro para duas passagens a estudantes — quando comprovada a necessidade, poderão ser mantidas as quatro —, e os critérios para o benefício a idosos também serão racionalizados. Em ambos os casos, as mudanças deverão observar a legislação.
Audiência pública
Parte obrigatória do processo licitatório, audiência pública será promovida nesta quinta-feira, 6, às 19h, no auditório do Sest/Senat, localizado na Rua Rufino Vilhordo, 155, bairro Lancaster, próximo ao CTG Charrua. Toda pessoa interessada poderá participar.
(Com informações da assessoria)

