Um equipamento do Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (LabRMN) da Unila irá contribuir para as pesquisas acadêmicas e nas investigações na área de segurança pública relacionadas a drogas e outras substâncias ilícitas.
O equipamento de ressonância magnética nuclear (RMN) está disponível no laboratório que foi inaugurado em agosto e permite, por meio de análise química, a identificação de compostos em um determinado material.
Além do uso para investigações na área de segurança pública, o equipamento pode ajudar a elucidar casos de adulterações de produtos, como as que ocorreram recentemente com bebidas contaminadas por metanol.
O laboratório integra o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) RMN, da Fundação Araucária, uma infraestrutura voltada à pesquisa acadêmica e à análise de produtos, como alimentos e bebidas, por órgãos de controle e de fiscalização como a Polícia Federal, Ministério da Agricultura e Receita Federal.
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O laboratório se soma aos já existentes na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e nas universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM) e de Ponta Grossa (UEPG).
Segundo a Unila, com a inauguração do laboratório, pesquisadores e instituições da região não necessitarão mais enviar amostras para outras localidades, explica Caroline da Costa Silva Gonçalves, uma das coordenadoras do LabRMN. O laboratório está instalado no Bloco dos Barrageiros, no Itaipu Parquetec.
Para a reitora da Unila, Diana Araujo Pereira, o aparelho trará benefícios à ciência de todo o país e ao sistema educacional como um todo, contribuindo para o fortalecimento da produção científica no Brasil e no exterior.
Pesquisas com cigarro eletrônico
O LabRMN já vem sendo utilizado em pesquisas que poderão resultar em benefícios à população brasileira. Uma delas analisa as substâncias presentes nos cigarros eletrônicos. No estudo, já foram detectadas quantidades de nicotina superiores às informadas pelo fabricante. “O potencial de gerar vício é muito maior. Além de haver outras substâncias que as pessoas estão lançando diretamente no pulmão sem saber”, adverte Caroline.
O RMN foi adquirido pela Unila em 2016, com um investimento de R$ 2,2 milhões. Desde aquela época, houve um longo processo que envolveu a aquisição de equipamentos auxiliares e o trabalho do corpo técnico e docente da universidade e de instituições parceiras para viabilizar sua operação.

Entre os equipamentos adquiridos está a liquefatora de nitrogênio líquido. Comprado pela universidade em 2017, com um investimento de R$ 560,2 mil, o equipamento começou a operar em junho deste ano e fornece o nitrogênio líquido utilizado no sistema de resfriamento do RMN.
Também instalada no Bloco dos Barrageiros, a liquefatora é capaz de captar o ar atmosférico, separar e resfriar o nitrogênio do oxigênio (elementos que compõem o ar atmosférico) e entregá-lo líquido.
O professor Ricardo Hartmann, titular da Secretaria de Apoio Científico e Tecnológico (SACT), diz que a liquefatora é um equipamento imprescindível para o funcionamento do espectrômetro de RMN, porque fornece nitrogênio líquido para a sua correta operação, para que seja possível manter o magneto em temperaturas criogênicas e para que tenha propriedades de supercondutor.
Segundo ele, no momento, o LabRMN consome toda a produção de nitrogênio líquido da liquefatora. Porém, o equipamento pode ser usado em outras áreas e é excelente para o ensino de engenharia, termodinâmica e refrigeração. Também permite aplicações na medicina.
(Com informações da assessoria de comunicação da Unila)

