Paraguai tem pior colheita de soja e ainda pagará multa a importadores

Perdas de quase 70% na safra e multas por não cumprir contratos. Ano complicado para produtores. Foto: Sindicato da União de Produtores do Paraguai

Com a quebra na safra, haverá sanções por não cumprir contratos de venda.

A produção de soja no Paraguai teve uma queda de 68,9%, em relação ao que era projetado, devido à prolongada estiagem. Mas, além dessa perda, os produtores deverão reservar até US$ 300 milhões para pagar multas por não atender a quantidade comprometida com os importadores.

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A informação é do jornal Hoy, que ouviu o presidente da União dos Sindicatos da Produção, Héctor Cristaldo. Segundo ele, a multa é por descumprimento massivo a contratos de venda a futuro. No total, essas vendas representam US$ 900 milhões.

“São perdas muito importantes de capital operativo e com elementos inéditos – contratos que não se poderão cumprir, que têm uma penalidade muito forte”, disse.

Ele advertiu que os setores público e privado agora mesmo devem coordenar ações que gerem um efeito rebote para a recuperação do ano que vem. Para isso, faltam apenas seis meses, já que em setembro tem início a nova safra.

Mas há o complicador de ser um ano eleitoral e, entre abril e agosto, praticamente não serão tomadas decisões importantes. Por isso, o ressurgimento da atividade econômica voltará a ser adiato, disse o presidente da União dos Sindicatos da Produção.

GUERRA

Cristaldo citou também o conflito provocado pela Rússia contra a Ucrânia, como outro que também atinge financeiramente e não figurava entre os prognósticos de ninguém, mas que repercute diretamente em setores como a carne bovina e o combustível.

Sobre a carne, as consequências já vieram pela incapacidade de a Rússia pagar por suas compras, e a decisão do Paraguai de suspender as exportações já que não teria como receber. A Rússia representa 20% do mercado da carne paraguaia.

Quanto ao petróleo, ele questionou a incapacidade estatal de garantir estabilidade dos preços do combustível. Ele lembrou que, anteriormente, se contava com um estoque de até três meses, que evitava os constantes reajustes, como vêm acontecendo.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.