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E o que Foz do Iguaçu faz com as suas próprias filas?

Enquanto cobra soluções para as filas nas fronteiras, Foz do Iguaçu convive com congestionamentos nos acessos aos principais atrativos turísticos. Leia a opinião do H2FOZ.

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E o que Foz do Iguaçu faz com as suas próprias filas?

Agentes públicos iguaçuenses aderiram prontamente à justa e necessária campanha para pôr fim à demora na travessia da aduana da Argentina, encampada por um comerciante de Puerto Iguazú. É o correto, não se discute. Todavia, com as férias de julho, uma pergunta recai à governança local: o que Foz do Iguaçu faz com as suas próprias filas?

O canal de turismo do portal H2FOZ monitora o fluxo de veículos na Rodovia das Cataratas desde o início das férias de meio de ano. A via dá acesso aos dois atrativos mais visitados, o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque das Aves, ao aeroporto, a parques e complexos turísticos, a hotéis e resorts, além de diversos bairros que margeiam esse corredor viário.

As filas na rodovia geralmente se alongam entre 9h e 11h, atingindo até quatro quilômetros de extensão. A lentidão e o congestionamento aumentam nas proximidades do quilômetro 14 e assim permanecem até o portão de entrada do Parque Nacional do Iguaçu. O movimento inverte o sentido no período da tarde, com o retorno dos visitantes dos passeios.

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) prometeu entregar as obras no primeiro semestre deste ano. Porém, em pleno período de férias, com alta no movimento turístico, os serviços continuam, exigindo desvios no trânsito. Como agravante, as intervenções ocorrem justamente em trechos que já são pontos de estrangulamento, como os acessos ao aeroporto e ao Parque Nacional do Iguaçu.

No outro lado da cidade, é o acesso à Ponte Internacional da Amizade que cobra soluções para agilizar o tráfego de veículos em direção a Ciudad del Este, no Paraguai, centro internacional de importados que também recebe diariamente trabalhadores e empresários iguaçuenses. Os constantes congestionamentos resultaram até mesmo em uma proposta restritiva vinda do outro lado da fronteira, que tenta privilegiar o turismo em detrimento do transporte de cargas.

Especialistas na atividade turística consideram que a mobilidade é uma das principais preocupações do destino — o qual, aliás, é um só, integrado entre Argentina, Brasil e Paraguai. Mas o que reverbera em Foz do Iguaçu, com ênfase, é apontar para a “fila dos vizinhos”, enquanto a cidade prolonga seus entraves genuínos.

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