H2FOZ
Início » Editorial H2FOZ » Candidatos de Foz do Iguaçu na caça ao voto e ao eleitor

Editorial H2FOZ

Opinião do portal

Candidatos de Foz do Iguaçu na caça ao voto e ao eleitor

Candidatos de Foz precisam conquistar a confiança do eleitor e mostrar, em uma campanha curta, que estão à altura dos desafios e das expectativas da cidade.

3 min de leitura
Candidatos de Foz do Iguaçu na caça ao voto e ao eleitor
São mais de 206 mil iguaçuenses aptos a votar - imagem: Claudio Siqueira, com IA


O período eleitoral é tempo de escolhas individuais, direito do cidadão, que causam impactos à coletividade. A campanha “desesconde” determinados agentes públicos, sumidos há anos da vivência com a população e que emergem à cena. Isso faz tornar fáceis decisões complexas e, de promessa em promessa, anuncia um futuro de redenção.

Participar do processo democrático pelo voto é interferir na realidade, não envolve mágica. O eleitor, pois, está vacinado quanto a práticas de políticos que aparecem só a cada quatro anos, que não cumpriram promessas quando eleitos, que vivem de cargo em cargo bancados pelo erário ou que são superlativos em prometer.

Publicidade

Foz do Iguaçu vê o seu potencial socioeconômico carecendo superar problemas históricos que os sucessivos governos e representantes não solucionam. Crise de leitos e fila para exames, especialistas e cirurgias na saúde; ausência de um programa estruturante de mobilidade urbana, prevendo inclusive transporte público de qualidade; infraestrutura carente; falta de moradia popular; e avanço da insegurança são alguns contrastes.

Cabe ao eleitor o papel soberano de julgar por quem pretende ser governado, no Paraná e no Brasil, e representado na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. Para esse exercício, pelas consequências a todos, é necessário ser crítico, criterioso e mergulhar em análises abrangentes dos candidatos.

Escolhas aleatórias, a pedido do amigo ou do parente, costumam ser prejudiciais, e, pior ainda, quando o voto ocorre por um benefício imediato. O candidato engraçado ou que fala bem na televisão não é requisito. Aquele que muda de cargo, para tentar voltar à função que já ocupou, troca de partido e de ideias ao bel-prazer, já entrega evidências de que pode querer enganar o eleitor.

É necessário analisar a história de quem pede o voto, a sua biografia, sua experiência profissional e na vida pública. Propostas e planos de governo devem ser coerentes com a função pretendida, explicadas como fazer, com metas e prazos. O discurso em canais e redes ajuda a entender a coerência e a transparência das ideias. E quem faz do processo eleitoral um cavalo de batalha pode ter o único objetivo de esconder-se atrás de falsas polêmicas e polarizações de ocasião pela ausência de propostas e entregas à comunidade.

Já os cerca de 40 candidatos de Foz do Iguaçu a deputado estadual e federal precisam ser assertivos para, primeiro, fazer com que quase 70 mil iguaçuenses que deixaram de votar ou invalidaram o escrutínio no pleito de 2022 confiem em suas propostas. E resgatem parte dos 40 mil votos (estadual) e 69 mil (federal) que vão para concorrentes de outras cidades. Necessário é, portanto, em 45 dias de corrida eleitoral, colocar-se à altura das exigências e expectativas do eleitor, que vive a cidade e conhece de fato seus problemas.

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    [cf7sr-recaptcha]

    Você lê o H2 diariamente?
    A partir de R$5,00 por mês. Cancele quando quiser.
    H2FOZ Editorial

    H2FOZ Editorial

    Este texto expressa a opinião do H2FOZ a respeito do assunto.

    Deixe um comentário