Contados os votos da eleição proporcional, Foz do Iguaçu triplicou o número de assentos na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), passando de um deputado estadual para três, e manteve presença na Câmara, com um deputado federal domiciliado no município. A partir de janeiro, serão quatro parlamentares com a responsabilidade de representar o iguaçuense, propor e discutir projetos, captar recursos e, sobretudo, fiscalizar governador e presidente.
A projetada diluição do voto a deputado ocorreu, agregada à opção por nomes de outras localidades e regiões — não está discutindo-se a legitimidade do caminho escolhido pelo eleitor local, o qual preferiu causas, bandeiras e ideários próximos ou identificados aos seus. Um único postulante entre os quatro eleitos, Paulo Mac Donald (PP), atingiu escrutínio em Foz do Iguaçu suficiente para conquistar o cargo eletivo.
O iguaçuense foi rigoroso com os ex. Agentes políticos que ocuparam funções de deputado federal, prefeito e presidentes da Câmara Municipal tiveram votações que foram do risível a fracas, partindo de parcos 704 votos a números pouco expressivos. Dois vereadores da atual legislatura obtiveram votos, na cidade, equivalentes a votações municipais; cinco miraram Curitiba (PR) e Brasília (DF), mas apenas Yasmin Hachem (PT) foi eleita deputada estadual.
Reeleito à Assembleia, Matheus Vermelho (PL), apesar de possuir mandato e sustentar ser municipalista, ou seja, com atuação próxima às cidades e seus moradores, somente repetiu a votação de quatro anos atrás em Foz do Iguaçu. Vermelho (PL) foi reconduzido ao Congresso Nacional, porém perdeu perto de quatro mil votos entre iguaçuenses, na comparação com o pleito de 2022, nem mesmo liderando localmente o resultado entre os que competiram a deputado federal.
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Ricardinho (PSD) foi a feição da atual gestão municipal nas Eleições 2026, apesar das divergências com o prefeito Joaquim Silva e Luna (PL), obtendo 11 mil votos de eleitores iguaçuenses, 7,3% do total de válidos. O resultado, tímido, limitado, impõe aos atuais ocupantes do Palácio das Cataratas análise e consideração quanto ao julgamento que o morador faz do desempenho da governança da cidade.
A euforia da campanha dá a vez à frieza dos números. Na corrida dos deputados federais, o eleitor de Foz do Iguaçu destinou 52% dos votos a nomes de “fora”. Para deputado estadual, 78% das escolhas foram para concorrentes da cidade, muito por conta da votação local de Mac Donald. O recado é que só domicílio próximo não é suficiente para fisgar a confiança do cidadão, nem o voto.

