Com armamentos de ponta, equipamento antidrone, lancha blindada e trabalhos de inteligência, a Operação Ágata resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 35 milhões ao crime na faixa fronteiriça de Foz do Iguaçu em sete dias de atuação integrada entre Marinha, Exército e corporações policiais.
Entre os equipamentos usados pelos fuzileiros navais estão o antidrone, que faz com que os drones civis e comerciais percam a conexão e não consigam sobrevoar áreas restritas.
Os militares também contam com uma embarcação de desembarque litorâneo (Edlit), que é blindada e projetada para o uso do Corpo de Fuzileiros Navais. A embarcação, com três armas automáticas e uma metralhadora ponto 50, está sendo usada para patrulhamento no lago de Itaipu.
Um veículo aéreo não tripulado faz sobrevoos constantes na área da operação.

Comandante da força-tarefa, Ricardo Parreiras de Bragança Neto Araújo destaca os pontos sensíveis da região, que se constitui forte atrativo para organizações criminosas, além de ser sede da Itaipu Binacional e ter registros de crimes ambientais, a exemplo da pesca ilegal.
“As operações são norteadas por inteligência. São cinco aeronaves remotamente pilotadas da Marinha, da Força Aérea e diversos equipamentos de sensoriamento”, diz.
Os militares salientam que a operação gera prejuízo às organizações criminosas porque barra o fluxo logístico delas. “Qualquer tipo de ilícito fica represado, gerando impacto nas organizações criminosas porque eles não têm por onde sair”, realça o contra-almirante (fuzileiro naval) Adauto Bunheirão.
Uma das primeiras mulheres comandantes de pelotões, a segundo-tenente Alícia Vaz Rezende frisa que os patrulhamentos são fluviais e terrestres, auxiliados por drones.

Reforço na segurança
A Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026 é realizada com apoio das polícias Federal e Rodoviária Federal e da Receita Federal. Na Região Oeste, as ações se concentram no Rio Paraná, lago de Itaipu, Ponte da Amizade, abrangendo a área entre Guaíra e Foz do Iguaçu.
São quatro mil militares que têm à disposição viaturas blindadas, aeronaves, embarcações e cães farejadores.
A Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026 ocorre simultaneamente nos três estados do Sul do Brasil, englobando fronteiras com Paraguai, Argentina e Uruguai.

