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Fronteira

Patrulhamento Ostensivo

Com antidrone e lancha blindada, Operação Ágata reforça combate ao crime na fronteira

Forças Armadas e polícias estimam prejuízo de R$ 35 milhões às organizações criminosas em apenas sete dias de atuação.

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Com antidrone e lancha blindada, Operação Ágata reforça combate ao crime na fronteira
Patrulhamento no Lago de Itaipu. Foto: Marcos Labanca

Com armamentos de ponta, equipamento antidrone, lancha blindada e trabalhos de inteligência, a Operação Ágata resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 35 milhões ao crime na faixa fronteiriça de Foz do Iguaçu em sete dias de atuação integrada entre Marinha, Exército e corporações policiais.

Entre os equipamentos usados pelos fuzileiros navais estão o antidrone, que faz com que os drones civis e comerciais percam a conexão e não consigam sobrevoar áreas restritas.

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Os militares também contam com uma embarcação de desembarque litorâneo (Edlit), que é blindada e projetada para o uso do Corpo de Fuzileiros Navais. A embarcação, com três armas automáticas e uma metralhadora ponto 50, está sendo usada para patrulhamento no lago de Itaipu.

Um veículo aéreo não tripulado faz sobrevoos constantes na área da operação.

Equipamento antidrone
Equipamento derruba conexão de drones ilegais. Foto: Marcos Labanca

Comandante da força-tarefa, Ricardo Parreiras de Bragança Neto Araújo destaca os pontos sensíveis da região, que se constitui forte atrativo para organizações criminosas, além de ser sede da Itaipu Binacional e ter registros de crimes ambientais, a exemplo da pesca ilegal. 

“As operações são norteadas por inteligência. São cinco aeronaves remotamente pilotadas da Marinha, da Força Aérea e diversos equipamentos de sensoriamento”, diz.

Os militares salientam que a operação gera prejuízo às organizações criminosas porque barra o fluxo logístico delas. “Qualquer tipo de ilícito fica represado, gerando impacto nas organizações criminosas porque eles não têm por onde sair”, realça o contra-almirante (fuzileiro naval) Adauto Bunheirão.

Uma das primeiras mulheres comandantes de pelotões, a segundo-tenente Alícia Vaz Rezende frisa que os patrulhamentos são fluviais e terrestres, auxiliados por drones.

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Operação Ágata Lago
EDLiT – Embarcação de Desembarque Litorâneo é blindada. Foto: Marcos Labanca

Reforço na segurança

A Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026 é realizada com apoio das polícias Federal e Rodoviária Federal e da Receita Federal. Na Região Oeste, as ações se concentram no Rio Paraná, lago de Itaipu, Ponte da Amizade, abrangendo a área entre Guaíra e Foz do Iguaçu.

São quatro mil militares que têm à disposição viaturas blindadas, aeronaves, embarcações e cães farejadores.

A Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026 ocorre simultaneamente nos três estados do Sul do Brasil, englobando fronteiras com Paraguai, Argentina e Uruguai.

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    Denise Paro

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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