Inflação do mês de janeiro foi de 20,6% na Argentina

Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), o acumulado dos últimos 12 meses está em 254,2%.

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O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina divulgou, nessa quarta-feira (14), os números oficiais da inflação no país em janeiro de 2024. Na comparação com o mês anterior, o acréscimo nos preços foi de 20,6%.

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Outubro de 2023, mês do primeiro turno das eleições presidenciais, teve inflação de 8,3%. Em novembro, em meio à disputa do segundo turno, o índice foi de 12,8%. Já dezembro, primeiro mês do governo de Javier Milei, teve 25,5% de alta, como reflexo das medidas de desregulamentação de preços tabelados e eliminação de subsídios.

A tendência para fevereiro, março e abril é de continuidade da inflação em dois dígitos, uma vez que estão programadas reonerações de impostos e reajustes em setores de grande impacto na economia, como é o caso dos combustíveis.

Os índices de dezembro e janeiro são os mais altos na Argentina desde 1991, ano marcado pela hiperinflação. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento médio dos preços está em 254,2%, evidenciando a escalada inflacionária.

Em janeiro, os itens que mais puxaram a alta foram bens e serviços (44,4%), transportes (26,3%), comunicações (25,1%), recreação e cultura (24%), eletrodomésticos e manutenção do lar (22,3%), bebidas alcoólicas e tabaco (21%), medicamentos e serviços de saúde (20,5%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (20,4%).

Para 2024, organismos multilaterais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetam 250,6% de inflação na Argentina. Tais estimativas são revisadas mensalmente, conforme o desempenho da economia ao longo do período observado.

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