Peça histórica das Missões Jesuíticas será restituída

Fragmento fazia parte da fachada da igreja de San Ignacio Miní, do século 17; peça está em estágio final de restauração.

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Localizado a 243 quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu, o parque arqueológico que preserva as ruínas da Missão Jesuítica de San Ignacio Miní, do século 17, na Argentina, receberá de volta, no próximo dia 20, uma peça que está no Museu Histórico Nacional, em Buenos Aires, desde 1901.

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De acordo com o jornal El Territorio, a devolução do chamado frontis 2, ornamento que fazia parte da fachada da igreja de San Ignacio Miní, era reivindicada havia anos pelo Ministério da Cultura da província de Misiones, que acredita que o objeto fará mais sentido em seu contexto original.

A peça está passando pela etapa final de restauração e será transportada por terra, em delicada operação de logística para evitar novos danos. No início do século 20, quando foi retirado, o painel com as iniciais I.H.S., alusivas à Companhia de Jesus, já estava quebrado em cinco pedaços.

“Em alguns dias mais, o frontis vai voltar para Misiones, mais especificamente para um espaço mantido pelo Ministério da Cultura dentro das ruínas, em exposição junto a uma outra coleção e a um conjunto de objetos que também pertencem ao ministério”, detalhou Marisa Baldasarre, diretora nacional de Museus, citada pelo El Territorio.

Ruínas de San Ignacio Miní têm importância histórica e cultural para os povos da fronteira. Imagem: Gentileza/Turismo de Misiones
Ruínas de San Ignacio Miní têm importância histórica e cultural para os povos da fronteira. Imagem: Gentileza/Turismo de Misiones

Além das iniciais I.H.S., a peça traz o símbolo de uma cruz e de três pregos. Os prováveis autores foram indígenas guaranis residentes na missão, instalada na atual província argentina de Misiones por padres da Companhia de Jesus, em 1630, após conflitos com bandeirantes caçadores de escravos no que hoje é o território do Paraná.

Ruínas jesuíticas de San Ignacio Miní, patrimônio da Humanidade. Imagem: Gentileza/Unesco
Ruínas jesuíticas de San Ignacio Miní, patrimônio da Humanidade. Imagem: Gentileza/Unesco
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