Pais de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) estão reivindicando, à Receita Federal do Brasil (RFB), a reabertura do corredor de passagem prioritária pela Ponte da Amizade.
Durante a pandemia de covid-19, as autoridades do Brasil e do Paraguai criaram um corredor sanitário para facilitar o deslocamento de pacientes. No país vizinho, o sistema permanece em vigor. Em território brasileiro, porém, deixou de vigorar no dia 26 de junho.
No modelo até então utilizado, motoristas cadastrados conseguiam ter acesso facilitado à cabeceira brasileira, sentido Paraguai. Para tanto, utilizavam a pista da direita da BR-277 e circulavam pela aduana da Ponte da Amizade por um canal preferencial.
Com o fim da passagem prioritária, os pais de crianças e jovens com autismo estão relatando dificuldades com os filhos durante as esperas para a travessia.
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No Paraguai, onde o corredor continua em vigor, a passagem para o Brasil ocorre de forma rápida, pois os veículos entram na cabeceira da Ponte da Amizade passando pela base da Marinha (Armada Paraguaya).
Além disso, um decreto municipal (Ordenanza n.º 005/2026) regulamenta a passagem prioritária pelas ruas e avenidas de acesso à fronteira.
Para esta quarta-feira (15), de acordo com a imprensa do Paraguai, está prevista uma mobilização para chamar atenção das autoridades quanto ao tema.
Principalmente em períodos de pico, como nas férias escolares de julho, a demora para a travessia da Ponte da Amizade pode ultrapassar duas horas.

