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Mesquita de Foz quer combater mitos sobre o islã e o preconceito religioso

Série de conteúdos objetiva desmitificar o islã e promover a paz e o respeito inter-religioso; Foz do Iguaçu abriga uma das maiores comunidades árabes e muçulmanas da América Latina.

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Mesquita de Foz quer combater mitos sobre o islã e o preconceito religioso
Iniciativa é voltada para a comunidade, comunicadores, estudantes e professores - foto: Marcos Labanca/H2FOZ arquivo


A Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, em Foz do Iguaçu, lançou uma série de conteúdos para ampliar o conhecimento sobre o islã, combater preconceitos e promover o respeito entre diferentes religiões. A iniciativa é voltada à comunidade e a profissionais da comunicação.

O primeiro tema aborda o crescimento do islamismo. As próximas publicações tratarão do papel da mulher na religião, de mitos relacionados à cultura árabe e da cooperação inter-religiosa nas Três Fronteiras.

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A proposta é utilizar informações históricas, religiosas e culturais para esclarecer dúvidas e desconstruir estereótipos sobre a comunidade árabe e muçulmana.

Foz do Iguaçu abriga uma das maiores comunidades árabes e muçulmanas da América Latina. Nesse contexto, a mesquita pretende ampliar o diálogo e apresentar os princípios do islã, com ênfase na paz, na justiça social e na fraternidade entre os povos.

O presidente da instituição, Mohamed Beha Rahal, explica que a série também busca ampliar o alcance da experiência de convivência entre diferentes culturas e crenças na região. A mesquita, afirma, pretende atuar não apenas como espaço de oração, mas também como centro de acolhimento e difusão de conhecimento.

“Foz do Iguaçu e a Tríplice Fronteira são referências mundiais de convivência pacífica e respeito à diversidade”, expõe. “Ao lançarmos este projeto, nosso objetivo institucional é expandir esse modelo de harmonia para além das nossas fronteiras geográficas”, completa.

Mesquita de Foz

O líder religioso da comunidade, xeique Oussama El Zahed, relaciona o crescimento mundial do islã à busca por espiritualidade, propósito e acolhimento. “As pessoas hoje buscam uma conexão espiritual direta, disciplina e um senso real de comunidade. Quando o preconceito é deixado de lado e as pessoas passam a conhecer o verdadeiro islã, elas encontram um porto seguro de respeito, caridade e amor ao próximo”, defende.

O professor de religião da mesquita, Munzer Isbelle, destaca que a falta de informação contribui para a islamofobia e a associação equivocada entre tradições culturais, acontecimentos políticos e doutrina islâmica.

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Para ele, a educação e o conhecimento histórico são ferramentas para combater a intolerância e ampliar o respeito entre diferentes comunidades. “Muitas pessoas confundem tradições culturais regionais ou atos políticos isolados com a doutrina islâmica, o que é um erro grave. O islã é uma fé universal”, argumenta.

A série será aberta à participação de jornalistas, estudantes, formadores de opinião e moradores da região. A instituição também convida o público a visitar o espaço e acompanhar os próximos conteúdos.

Horários de visitação pública da mesquita: segunda-feira, das 14h às 17h30; de terça-feira a sábado, das 8h30 às 11h30 e das 14h às 17h30.
Endereço: Rua Meca, 599, Jardim Central — Foz do Iguaçu

(Com informações da assessoria)

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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