Mais de 1,8 mil famílias, aproximadamente, vivem na comunidade Bubas, em Foz do Iguaçu, a maior ocupação urbana do Paraná. A vivência no bairro, marcada pela vulnerabilidade social e pela falta de infraestrutura básica, foi tema de um trabalho multiplataforma desenvolvido por quatro acadêmicas de Jornalismo em Foz do Iguaçu.
Para mostrar a realidade local, Natália Brazão, Maria Luiza Barros, Maria Clara Ferreira e Sabrina Hoepers, estudantes do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas (UDC), usaram cinco linguagens: videodocumentário, fotografia, grande reportagem, podcast e desenho representativo. O trabalho completo está disponível no link https://xn--mesdobubashistriasdeumterritrio-tuc55coa.my.canva.site/.
De acordo com o grupo, o processo aconteceu, primeiramente, por meio de pesquisas e coleta de dados. Só depois, elas seguiram para vivenciar um dia na rotina do bairro. As entrevistas foram realizadas com cinco mulheres, mães e moradoras da comunidade.
O videodocumentário, por exemplo, contou com trechos e falas das moradoras, que relataram seus medos, desafios e expectativas sobre o local, além de suas perspectivas pessoais para o futuro. Na fotografia, o foco foi mostrar o bairro para além de seus moradores. O destaque ficou por conta de elementos que evidenciam a escassez de recursos e a falta de urbanização na região.
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Social
De acordo com a coordenadora do curso de Comunicação Social da UDC, jornalista Francielle Lopes, os projetos acadêmicos desenvolvidos durante a graduação evidenciam a função social do jornalismo. Além disso, ajudam os alunos a desenvolver um olhar mais atento para diferentes realidades.
“Mais do que aprender técnicas e formatos, é importante compreender que o jornalismo tem o papel de ouvir pessoas, dar visibilidade a histórias e contribuir para uma sociedade mais informada e consciente. Além de desenvolver habilidades jornalísticas na prática, esse trabalho também desperta empatia e sensibilidade”, afirmou a coordenadora.
As participantes reforçaram o projeto como um incentivo à atenção e à empatia em relação a bairros estigmatizados, como o caso do Bubas. “Foi um projeto essencial para o nosso repertório acadêmico. Com certeza, seguirá presente em nossa memória”, disse Maria Luiza Barros, integrante e idealizadora da iniciativa.

