Técnicos de Itaipu concluem reparos em tubo de sucção de turbina

Durante inspeção preventiva na Unidade Geradora n.º 6, foi detectada a necessidade de restaurar a superfície exposta à água.

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Técnicos da Superintendência de Manutenção de Itaipu concluíram, na sexta-feira (11), a manutenção da Unidade Geradora n.º 6, uma das 20 turbinas que formam o complexo de geração de energia na hidrelétrica binacional do Rio Paraná. Durante o processo, feito uma vez a cada três anos, foi detectada a necessidade de restaurar uma estrutura.

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De acordo com Itaipu, que classificou os reparos como cruciais, ao longo das paradas programadas para manutenção preventiva, a equipe “realiza inspeções minuciosas e, dessa vez, percebeu a necessidade de restauração de superfícies em concreto armado, que ficam continuamente expostas ao fluxo de água que impulsiona as turbinas”.

Desgaste é provoado pelo contato perene da estrutura com a água. Foto: Gentileza/Superintendência de Manutenção
Desgaste é provoado pelo contato perene da estrutura com a água. Foto: Gentileza/Superintendência de Manutenção

“Os desgastes e desprendimentos de concreto são resultado de fenômenos conhecidos como cavitação e erosão, comuns nesse tipo de estrutura”, informa a binacional, em material destacando que as intervenções foram executadas em três dias, com etapas bem definidas.

“Inicialmente, delimitou-se a área afetada com o auxílio de um policorte pneumático, permitindo a remoção dos elementos comprometidos através do uso de martelos pneumáticos. Posteriormente, a superfície foi meticulosamente limpa com ar comprimido, preparando-a para a aplicação do adesivo epóxi, que estabelece uma sólida aderência entre o concreto original e a nova camada de argamassa. Por fim, a argamassa epóxi foi aplicada, restabelecendo a integridade e regularidade da superfície reparada do tubo de sucção”, detalha Itaipu.

Cada turbina recebe 700 metros cúbicos de água por segundo, o que equivaleria (se a usina ficasse no Rio Iguaçu) a quase metade da vazão das Cataratas. Foto: Gentileza/Superintendência de Manutenção
Cada turbina recebe 700 metros cúbicos de água por segundo, o que equivaleria (se a usina ficasse no Rio Iguaçu) a quase metade da vazão das Cataratas. Foto: Gentileza/Superintendência de Manutenção

O trabalho preventivo de manutenção, desenvolvido por brasileiros e paraguaios, faz com que Itaipu tenha um dos melhores índices de eficiência entre as grandes hidrelétricas do planeta. Grosso modo, toda água que chega à usina é transformada em energia elétrica, com liberação ocasional apenas dos excedentes.

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