Homem é preso com mais de 100 potes de palmito extraído no Parque Nacional do Iguaçu

Denúncia anônima levou os federais ao palmiteiro, conduzido à delegacia em Foz do Iguaçu; veículo e arma foram apreendidos.

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Um homem foi preso em flagrante por crime ambiental no Parque Nacional do Iguaçu, com 130 potes de vidro com palmito-juçara extraído ilegalmente para a venda. A ação foi nessa sexta-feira, 19.

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A abordagem conjunta reuniu a Polícia Federal (PF) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os agentes receberam uma denúncia anônima que os levou a Capanema (PR).

Operação integrada foi instalada na unidade de conservação. Postos de vigilância foram definidos para localizar os pontos de extração e de preparo ilegal do palmito.



“Após levantamentos na região, a equipe conseguiu identificar o ponto de apoio dos extrativistas”, expõe a PF. “E realizou a abordagem em uma residência onde estavam sendo preparados os palmitos”, completa.

Parte deles estava em potes de vidros reaproveitados, dentro de um veículo. E havia palmito preparado para o cozimento, em uma estrutura precária e sem condições mínimas de higiene, reporta a polícia.

Além do preso, outro palmiteiro conseguiu fugir pela mata. No local da abordagem, foram encontradas duas armas, uma delas adaptada para o uso de munição calibre 22, e um veículo.

O homem detido irá responder na Justiça por crime ambiental e porte ilegal de arma. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

Palmito

Espécie ameaçada, o palmito-juçara é nativo da floresta de Mata Atlântica, bioma que incide no Parque Nacional do Iguaçu, alimento para a fauna. A sua retirada provoca a morte da planta.

“O grande problema da extração do palmito é que, além de demorar dez anos para ficar ideal para o consumo, essa região é parte do tronco, responsável pela produção das folhas da palmeira”, cita o portal ambiental O Eco. “Sua retirada leva à morte da planta”, conclui.

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