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História

Foz do Iguaçu sonhou eleger 5 deputados quando tinha 80 mil eleitores

A análise, otimista, projetava o objetivo de atingir a maior representatividade política da história da cidade.

3 min de leitura

Em 1986, Foz do Iguaçu tinha apenas 80 mil eleitores e chegou a sonhar que poderia eleger cinco deputados da cidade. O jornal Nosso Tempo veiculou a análise, em conteúdo resgatado, preservado e colocado para acesso público pelo Museu da Imprensa.

O município tinha acabado de pôr fim ao regime dos interventores militares, podendo finalmente eleger, pelo voto direto, o prefeito, no ano anterior. A redemocratização chegou mais tarde à fronteira, pois era considerada área de segurança nacional.

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Nesse contexto histórico, o iguaçuense foi às urnas nas Eleições de 1986 com 16 candidatos a cargos legislativos estaduais e federais, há quarenta anos. Eram 12 concorrentes a deputado estadual e quatro a federal.

Os nomes haviam sido homologados nas convenções partidárias e, segundo a reportagem, todos estavam confiantes na vitória. A reportagem, analítica, avaliava que os candidatos apresentavam diferentes estruturas de campanha. Alguns, segundo o texto, tinham condições de realizar uma “campanha milionária”; outros contavam apenas com “a cara e coragem”.

Foz: cinco deputados

A matéria reportou que Foz do Iguaçu poderia eleger “dois deputados federais e até três estaduais”, dependendo do desempenho dos candidatos também fora do município. O texto projetava a possibilidade de que aquele processo resultasse na “maior representatividade política da história do município”. A projeção não se concretizou.

Para deputado federal, a lista reunia Ozires Santos (PFL), Pedro Paulo Moraes (PDT), Juvêncio Mazzarolo (PDT) e Sérgio Spada (PMDB).

Na disputa para deputado estadual estavam Alberto Koelbl (PDS), Arialba do Rodo Freire (PMDB), Arnaldo Camargo de Freitas (PT), Arnóbio Gustavo da Silva (PTB), Ciro Dias (PDT), Geomar Terra Pereira (PFL), João Kuster (PFL), Jorge Castagnaro (PTB), José Arceno (PDS), Justino Bianco (PFL), Nelson Mendes (PMDB) e Tércio Albuquerque (PFL).

A matéria também registra que alguns candidatos buscavam votos em outros municípios e articulavam apoios regionais, enquanto outros concentravam esforços em suas bases eleitorais.

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O documento é um retrato de uma eleição em que Foz do Iguaçu buscava ampliar sua presença política no Paraná. Uma pauta, aliás, que continua a testar e a desafiar a cidade fronteiriça.

Leia o conteúdo na íntegra.

Museu da Imprensa

Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.

A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.

Acesse: www.museudaimprensafoz.com.br
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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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