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Banda promoveu a popularização do jazz em Foz do Iguaçu

Iniciativa sem recursos ou marketing tinha como principal aspiração democratizar o acesso da população ao estilo musical.

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Banda promoveu a popularização do jazz em Foz do Iguaçu
Considerado um dos melhores instrumentais da região, o grupo era formado por músicos que até hoje atuam na cena da fronteira — foto: Jornal Ponte da Amizade/divulgação

Em 1995, o jazz ganhava espaço na noite de Foz do Iguaçu com apresentações da banda A Cor do Jazz. O grupo foi tema de reportagem publicada pelo jornal Ponte da Amizade, que destacou a proposta de aproximar o gênero de um público mais amplo. O conteúdo está disponível no Museu da Imprensa.

A banda foi criada em 1992 pelo saxofonista Carlinhos Nascimento. No projeto, sem grande volume de recursos ou marketing, o que exigia bater à porta de diferentes estabelecimentos para levar a iniciativa adiante, junto com Nascimento estavam o músico e compositor Sérgio Copetti, o contrabaixista baiano Spartaco e o baterista Cesinha Batera.

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A principal aspiração era democratizar o acesso a esse estilo musical, mesclando o gênero com blues, bossa nova e ritmos populares. “Popularizar o jazz, inclusive com a mescla de blues, bossa nova e ritmos mais populares, é a maior aspiração da banda A Cor do Jazz”, registrou a matéria assinada por Adrianne Vitoreli, para o Ponte da Amizade.

A reportagem também destacou as experiências musicais dos integrantes e suas passagens por diferentes projetos e artistas. A iniciativa de aproximar o jazz do grande público iguaçuense, digna de aplausos, tinha à frente feras da música.

Carlinhos Nascimento, àquela época, já tinha atuado com Mauricio Duboc, no Rio de Janeiro, e na orquestra Cuba Libre, por exemplo, além de apresentar um programa de jazz em rádio local. O músico Sérgio Copetti tocara com Gilberto Gil, Hermeto Pascoal e outros tantos. Spartaco era reconhecido por seu repertório diverso, que incluía a MPB. Cesinha Batera, que tinha vindo de Niterói (RJ), contava no currículo trabalhos com ninguém menos do que Tim Maia.

Popularização do jazz

Na época, o jornal considerou a banda uma das principais formações de música instrumental da região. A Cor do Jazz se apresentava com frequência em diferentes locais da noite iguaçuense. Naquele período, tinha apresentações às sextas-feiras no restaurante Via Minas, a partir das 22h.

O repertório reunia jazz, música contemporânea e música instrumental brasileira, com influências de nomes como Duke Ellington, Charlie Parker, John Coltrane, Chick Corea, Hermeto Pascoal e Tom Jobim.

Entre as músicas executadas estavam “Round Midnight”, de Thelonious Monk, “Satin Doll”, de Duke Ellington, “Montreux”, de Hermeto Pascoal, e “Desafinado”, de Tom Jobim.

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A reportagem também contextualizava as raízes do jazz, gênero surgido no sul dos Estados Unidos no final do século XIX, a partir da fusão de influências culturais, predominantemente negra e europeia.

A publicação integra o acervo do Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu, digitalizada para acesso público e gratuito. O projeto de memória preserva e valoriza a história da cidade por meio das páginas da imprensa.

Leia a matéria na íntegra.

Museu da Imprensa

Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.

A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.

Acesse: www.museudaimprensafoz.com.br
Siga: @museudaimprensafoz
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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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