Partidos políticos e federações começam a definir os candidatos nas Eleições 2026 a partir desta segunda-feira, 20. O prazo para a deliberação oficial dos nomes vai até 5 de agosto.
O eleitorado irá às urnas para eleger os ocupantes dos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Para o Senado Federal, são duas vagas do Paraná.
Com cerca de 30 postulantes que se anunciam como pré-candidatos em Foz do Iguaçu, o quadro eleitoral da cidade está diante do desafio da pulverização de candidatos e votos. As siglas passam a definir seus nomes com olhos e cálculos voltados para pontos como a viabilidade dos postulantes, a cláusula de barreira e os projetos dos chamados “caciques” partidários.
O número de pretendentes, em geral, pode representar a diluição do número de votos, o que dificulta as chances de eleição. O caso iguaçuense também chama atenção para o fenômeno que o analista político e estatístico Luiz Carlos Kossar considera o “abandono” dos candidatos da cidade a deputado, em favor dos “nomes de fora” (leia aqui).
Outro fator é a cláusula de barreira, ou de desempenho, que está mais rigorosa neste ano. É necessário que as legendas atinjam, no mínimo, 2,5% dos votos, distribuídos em pelo menos um terço dos estados (com 1,5% em cada um), e elejam pelo menos 13 deputados federais em um terço dos estados.
Trata-se de um teste de capilaridade principalmente para partidos pequenos e médios, tal qual para os conhecidos como ideológicos, que os impele a lançar vários candidatos. A necessidade de passar pela cláusula de barreira é para receber verba do fundo partidário e obter horário de propaganda no rádio e na televisão. Para a Justiça Eleitoral, tal instrumento reduz o fisiologismo partidário; já para várias siglas, é considerado um limitador à democracia.
A terceira componente do quadro eleitoral iguaçuense é Kossar quem pontua: candidatos de Foz do Iguaçu que servem apenas como cabos eleitorais dos partidos. Nessa condição, os postulantes cumpriam o papel perante a necessidade de escapar da cláusula de barreira e, em outros casos, fazem o trabalho de amealhar votos locais para os padrinhos ou aliados, os “caciques” partidários.
Como exemplo: a candidatura preferencial de um determinado partido é a deputado federal, que incentiva vários nomes nas cidades para concorrerem a deputado estadual, a fim de fazer dobradinhas. Isso facilita atingir mais votos para o dirigente dos altos escalões partidários em seu projeto e chegar a Brasília. O inverso também ocorre entre os que miram a Assembleia Legislativa do Paraná.
No último pleito nacional, em 2022, os partidos políticos lançaram 40 candidaturas de Foz do Iguaçu na disputa por vagas em Curitiba e Brasília. Três candidatos com domicílio eleitoral na cidade foram eleitos: Matheus Vermelho (PP), deputado estadual, e Fernando Giacobo e Nelsi Cogueto Vermelho (ambos eleitos pelo PL), deputados federais. Giacobo está licenciado do mandato para ocupar uma secretaria no Governo do Paraná.
Convenções partidárias
De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações podem realizar encontros presenciais, virtuais ou híbridos para escolher as candidaturas e formalizar as coligações para os cargos majoritários e proporcionais. As siglas precisam contar com órgão de direção constituído e anotado na Justiça Eleitoral, conforme o estatuto partidário.
“O arquivo gerado a partir da ata da convenção e a lista de presença das pessoas participantes devem ser digitados obrigatoriamente no Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex)”, orienta o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E a transmissão dos dados deve ser feita via internet até o dia seguinte ao da realização do evento.

