Riscos de contaminação

Se o agrotóxico legal já representa séria ameaça à saúde pública, quando se trata do contrabandeado o problema multiplica-se. O risco não se limita à saúde de quem consome. O meio ambiente e o agricultor que maneja o produto também sofrem consequências.

Gerente de Produto do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg), Fernando Marini explica que os agrotóxicos contrabandeados não passam pelo crivo e análise do Ministério da Agricultura e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao contrário daqueles produzidos legalmente.

Alguns sinais facilitam a identificação do produto contrabandeado. Em geral, a embalagem não tem rótulo ou bula com a descrição dos princípios ativos, e as instruções são escritas no idioma espanhol. Como todo produto ilegal, também não tem nota.

A nota fiscal é uma exigência para o agroquímico legal porque ele indica onde o agricultor adquire o produto e o local para devolução da embalagem. No caso do contrabando, a embalagem é descartada na natureza, provocando danos ao meio ambiente. “O contrabando não tem obrigação com nada. A embalagem é destruída, enterrada ou jogada nos rios”, enfatiza Marini.

REPORTAGEM COMPLETA

Fronteira aberta para o contrabando de agrotóxico

Riscos de contaminação 

Impacto na saúde

Pesquisa relaciona uso de agrotóxico à malformação congênita, em Cascavel

A realidade dos agrotóxicos no Paraná

Denise Paro - H2FOZ

Denise Paro é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo da autora.

error: O conteúdo é de exclusividade do H2Foz.