O Conselho Municipal de Saúde (Comus) de Foz do Iguaçu divulgou nota pública manifestando preocupação com a superlotação do Hospital Municipal. Trata-se da única unidade hospitalar 100% SUS da cidade e referência regional em trauma.
O posicionamento do colegiado de controle social argumenta que a situação reflete o esgotamento da estrutura física disponível. E ocorre após uma sequência de problemas em serviços considerados estratégicos para a assistência à população.
Na nota, o Comus afirma que acompanha os gargalos desde outubro de 2025, citando intercorrências na ortopedia pediátrica, impasses na neurocirurgia, dificuldades na anestesiologia e instabilidades nos serviços de endoscopia.
Para o conselho, “essas crises reiteradas apontam para a insustentabilidade do modelo reativo de gestão vigente, ficando evidente que ações sistêmicas mais profundas planejadas devem ser priorizadas”. O documento é assinado pelo presidente Comus, Khalid Walid Omairi.
O conselho informa ainda que solicitou à Fundação Municipal de Saúde a elaboração de planos de contingência para as especialidades mantidas no hospital e medidas de governança capazes de reduzir o risco de colapso assistencial. A nota também menciona comunicado do Hospital Itamed relatando pressão extraordinária sobre sua capacidade instalada e defendendo a ampliação emergencial de leitos de retaguarda na região.
O Comus finaliza a nota expondo que confia na equação do problema pelos agentes públicos e que segue monitorando a situação.
Superlotação do Municipal
Nesse fim de semana, o Hospital Municipal formalizou, em ofício a autoridades sanitárias, que enfrenta “cenário crítico de superlotação” com ocupação integral da enfermaria e da unidade de terapia intensiva (UTI). O comunicado foi do Núcleo Interno de Regulação.
“Informamos que o hospital encontra-se em cenário crítico de superlotação, com ocupação integral dos leitos de enfermaria e de UTI, não havendo, no momento, disponibilidade para novas admissões ou remanejamentos internos”, expressou.
Na manhã desta terça-feira, 2, o H2FOZ atualizou as condições de atendimento com a assessoria do Hospital Municipal. A taxa de ocupação era de 125,69%, com 274 pacientes para 218 leitos. E seis pessoas aguardavam vaga na UTI, uma dela já com reserva.


