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Superlotação do Municipal: gestão reativa não resolve crises reiteradas, diz Comus

Conselho de Saúde afirma que medidas estruturais são necessárias para evitar agravamento da situação.

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Superlotação do Municipal: gestão reativa não resolve crises reiteradas, diz Comus
Ocupação era de 125,69% na manhã desta terça-feira, 3, com 274 pacientes para 218 leitos – foto: Christian Rizzi/PMFI arquivo

O Conselho Municipal de Saúde (Comus) de Foz do Iguaçu divulgou nota pública manifestando preocupação com a superlotação do Hospital Municipal. Trata-se da única unidade hospitalar 100% SUS da cidade e referência regional em trauma.

O posicionamento do colegiado de controle social argumenta que a situação reflete o esgotamento da estrutura física disponível. E ocorre após uma sequência de problemas em serviços considerados estratégicos para a assistência à população.

Na nota, o Comus afirma que acompanha os gargalos desde outubro de 2025, citando intercorrências na ortopedia pediátrica, impasses na neurocirurgia, dificuldades na anestesiologia e instabilidades nos serviços de endoscopia.

Para o conselho, “essas crises reiteradas apontam para a insustentabilidade do modelo reativo de gestão vigente, ficando evidente que ações sistêmicas mais profundas planejadas devem ser priorizadas”. O documento é assinado pelo presidente Comus, Khalid Walid Omairi.

O conselho informa ainda que solicitou à Fundação Municipal de Saúde a elaboração de planos de contingência para as especialidades mantidas no hospital e medidas de governança capazes de reduzir o risco de colapso assistencial. A nota também menciona comunicado do Hospital Itamed relatando pressão extraordinária sobre sua capacidade instalada e defendendo a ampliação emergencial de leitos de retaguarda na região.

O Comus finaliza a nota expondo que confia na equação do problema pelos agentes públicos e que segue monitorando a situação.

Superlotação do Municipal

Nesse fim de semana, o Hospital Municipal formalizou, em ofício a autoridades sanitárias, que enfrenta “cenário crítico de superlotação” com ocupação integral da enfermaria e da unidade de terapia intensiva (UTI). O comunicado foi do Núcleo Interno de Regulação.

“Informamos que o hospital encontra-se em cenário crítico de superlotação, com ocupação integral dos leitos de enfermaria e de UTI, não havendo, no momento, disponibilidade para novas admissões ou remanejamentos internos”, expressou.

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Na manhã desta terça-feira, 2, o H2FOZ atualizou as condições de atendimento com a assessoria do Hospital Municipal. A taxa de ocupação era de 125,69%, com 274 pacientes para 218 leitos. E seis pessoas aguardavam vaga na UTI, uma dela já com reserva.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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