A Associação Civil de Atrativos Turísticos de Iguazú (ACATI) anunciou apoio à campanha cidadã #MenosFila. A iniciativa questiona a falta de soluções quanto à lentidão para a travessia da aduana argentina da Ponte Tancredo Neves.
A campanha consiste em um abaixo-assinado para reivindicar ao governo argentino a tomada de providências. Atualmente, a espera para entrar ou sair da Argentina chega a ultrapassar três horas, desestimulando a economia local.
A ideia do abaixo-assinado partiu do comerciante Mario D’Arpino, após um incidente no qual não pôde receber convidados do Brasil, devido à demora excessiva na fila. A petição está disponível na plataforma Change.org (clique para assinar).
Em sua adesão à campanha, a ACATI enfatizou os prejuízos causados pela demora à atividade turística na cidade argentina de Puerto Iguazú.
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“Historicamente, de 80% a 90% dos turistas cruzam a fronteira”, avaliou Jeannine Nouche, presidente da ACATI, em entrevista ao portal Misiones Online.
“A fila acaba virando um nó no qual milhares e milhares de pessoas não podem atravessar para desfrutar o que o outro lado oferece. Isso desestabiliza, diretamente, a economia de um lugar como Puerto Iguazú”, apontou a dirigente argentina.
Na visão de Nouche, a incerteza quanto ao tempo de travessia faz com que as pessoas evitem, por exemplo, fazer reservas na Argentina. “Eles já sabem que não dá para reservar, porque o tempo na fila é completamente aleatório”, lamentou.
Para a representante do turismo em Puerto Iguazú, o governo federal da Argentina tem mecanismos para dar resposta ao problema. Aumentar o número de funcionários ou ampliar o uso da tecnologia permitiriam uma passagem mais fluída.
“Não precisa de grandes mudanças, nem de mudar a política. Simplesmente, deve-se abrir a torneira e deixar as pessoas entrar”, afirmou.

