As fortes chuvas que atingiram a bacia hidrográfica do Rio Iguaçu, entre domingo (30) e segunda-feira (31), estão aumentando a vazão de água nas Cataratas do Iguaçu.
O fluxo, que chegou a cair para 1.420 metros cúbicos por segundo (m³/s) nas últimas 48 horas, começou a subir rapidamente. No início da tarde de ontem, por exemplo, já estava em 5.540m³/s, mais de três vezes e meia acima do normal.
À 1h desta quarta-feira (2), a vazão ultrapassou a marca de cinco vezes a normal, com a medição apontando 7.510m³/s. Às 9h, logo na abertura do Parque Nacional do Iguaçu, estava em 8.300m³/s. Às 13h, de acordo com os registros, 8.370m³/s passavam pelas Cataratas.

Nota da redação: a vazão de referência para as Cataratas do Iguaçu é de 1.500m³/s, equivalente a 1.500.000 litros de água por segundo.
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O monitoramento da vazão das Cataratas do Iguaçu está a cargo da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que opera pontos de medição ao longo de toda a bacia.
Para as próximas horas, conforme os dados das estações da Copel, há tendência de continuidade do fluxo superior à média.

Por outro lado, na estação Porto Capanema, águas acima de Foz do Iguaçu, a medição apontou volumes superiores a 8.000m³/s durante a madrugada. A água que passa por Capanema costuma demorar, pelo menos, de 15 a 20 horas para começar a chegar às Cataratas.
Visitas às Cataratas do Iguaçu
O Parque Nacional do Iguaçu está aberto para visitas turísticas, com todos os mirantes e trechos da passarela habilitados. Caso a vazão continue a subir, o único trecho com possibilidade de restrições é a passarela de acesso à Garganta do Diabo.

Na Argentina, no Parque Nacional Iguazú, o circuito Garganta do Diabo está preventivamente fechado desde o início de agosto. Os demais passeios (circuitos Inferior e Superior) estão abertos para visitas no lado argentino das Cataratas.


