Ao longo do fim de semana, um assunto mobilizou as atenções nas redes sociais em Foz do Iguaçu e região: o avistamento de uma onça-pintada nas ruas da Região Nordeste da Terra das Cataratas.
De imediato, moradores compartilharam vídeo de câmeras de segurança mostrando o passeio do felino pelo bairro Três Lagoas.
Entre os conteúdos reais, contudo, surgiram imagens produzidas com inteligência artificial, bem como vídeos antigos e/ou sem qualquer ligação com Foz do Iguaçu.
Em meio ao mar de rumores, o portal H2FOZ, sem afobação ou imediatismo, fez aquilo que sua equipe sabe fazer: jornalismo.
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A publicação do primeiro conteúdo, no final da tarde de sábado (27), ocorreu apenas após verificação com a equipe do Projeto Onças do Iguaçu. O segundo, na manhã de domingo (28), somente após a confirmação da captura.
Aos fatos: uma onça-pintada adulta, macho, com aproximadamente 75 quilos, circulou pela Região Nordeste de Foz do Iguaçu no sábado. Em seguida, retornou a uma área de mata próxima ao lago de Itaipu.
Na manhã de domingo, um morador do Jardim Cedro, na mesma região da cidade, encontrou a onça dormindo na área externa de casa.
Capturado, o animal foi levado ao Refúgio Biológico Bela Vista, mantido por Itaipu na Região Norte de Foz do Iguaçu. Conforme os pesquisadores, a onça permanecerá no local para exames e reabilitação, antes de sua soltura em local afastado da convivência humana.
Casos similares na região de Foz do Iguaçu
Entre agosto e outubro de 2025, moradores de Puerto Iguazú, município argentino vizinho a Foz do Iguaçu, relataram o avistamento de uma onça-pintada na periferia da cidade. O animal, identificado como a fêmea Pará, estava com dois filhotes.
As equipes argentinas tomaram a decisão de capturar os três felinos, para soltá-los em uma área mais distante dos locais habitados. A escolha gerou controvérsia, pois Pará teria abandonado os filhotes à própria sorte após a soltura.
No Brasil, as áreas de preservação ao redor de Foz do Iguaçu estão entre os últimos refúgios para a onça-pintada na Mata Atlântica. A presença de um predador de topo de cadeia está associada, frequentemente, à boa qualidade do ambiente.
Vale lembrar que, diante da presença de humanos, onças costumam fugir. Perfil do Projeto Onças do Iguaçu no Instagram: @oncasdoiguacu.
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Guilherme Wojciechowski colabora diariamente com o H2FOZ e redige, aos domingos, a edição semanal da Carta ao Leitor.

