11 de setembro

Prof. José Afonso de Oliveira | OPINIÃO

Em 11 de setembro de 1973, um violento golpe militar colocava fim na experiência democrática do Chile, com o ataque militar ao Palácio de la Moneda e a morte do presidente Salvador Allende.

A interferência direta dos Estados Unidos, fato esse posteriormente reconhecido, coloca toda a forma de uma eleição direta no Chile para a implantação legal de toda uma experiência socialista. Tudo foi eliminado com força militar, e o povo chileno massacrado de maneira vil, sendo que sua economia iniciava a experiência da Universidade de Chicago com o neoliberalismo que hoje causa o caos econômico no Chile.

No mesmo dia em 2001, o ataque ao World Trade Center, em plena Nova York, filmado para o mundo inteiro. Mais de três mil pessoas perderam a vida nessa terrível e injustificada ação terrorista, até hoje muito mal explicada. 

De qualquer forma, foram responsabilizados, direta ou indiretamente, o Afeganistão e o Iraque – que sofreram a invasão das tropas dos Estados Unidos e de alguns de seus aliados. O Iraque foi inteiramente destruído. Até o museu que guardava preciosidades da antiga Babilônia não escapou da sanha avassaladora de ataques. Milhares de pessoas perderam a vida, e o Iraque hoje é um país à beira do mundo, vivendo a sua população um estágio de barbaria e grande miserabilidade.

O Afeganistão, com todas as suas montanhas, conseguiu a façanha de não ser vencido, tanto pelas tropas da antiga URSS quanto “agora” pelos Estados Unidos.

Mas tanto o primeiro quanto o segundo fato, ambos terríveis, colocaram muitas coisas no mundo, nem sempre para melhor. A incitação ao terrorismo talvez seja a forma mais visível, porém a ampliação das desigualdades sociais que estamos vivendo tem aí o seu ímpeto de avanço para todo o globo.

Agora resta uma árdua tarefa visando à reconstrução do mundo e evitando as destruições ambientais, o aquecimento global, em busca da negociação de uma paz que permita a melhoria de condições de vida para todos, o fim da fome, o acesso de todos aos sistemas educacionais e de saúde pública, juntamente com um desenvolvimento econômico e social muito mais tranquilo e harmonioso com a natureza em todo o seu entorno.

É isso que o mundo agora está esperando, no momento em que estamos tentando superar os males da pandemia que vivemos.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.
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Alexandre Palmar

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