Todo cuidado é pouco

* Prof. José Afonso de Oliveira

Estamos vivendo momentos muito difíceis e completamente diferentes de tudo o que já experimentamos na vida em sociedade. Estamos com muitas atividades paralisadas por conta da pandemia do coronavírus, que é uma doença muito séria, com grandes riscos e, principalmente, com grande transmissão entre pessoas.

Tudo isso para dizer duas coisas importantes: primeiro que não temos qualquer tipo de medicamento que seja eficaz, nem mesmo vacina; e, em segundo lugar, a única forma eficiente de impedir a sua expansão é colocar todas as pessoas em isolamento total, proibindo drasticamente qualquer forma de aglomeração.

Já conseguimos fazer isso por uma semana, mas estamos agora entrando na segunda semana no exato momento em que há uma ascensão no número de pessoas infectadas, indicando que brevemente, em questões de alguns dias, poderemos ter uma expansão muito acelerada, ou seja, muitas pessoas poderão contrair o coronavírus, ao mesmo tempo, congestionando os hospitais e podendo levar o sistema de saúde à falência, com gravíssimas consequências.

Para que isso não aconteça é preciso que todos nós (cada um individualmente) permaneçamos em casa o máximo possível, evitando assim que a transmissão dessa doença possa espalhar-se rapidamente.

Sabemos e podemos aquilatar as dificuldades posteriores que teremos de enfrentar, especialmente os aspectos econômicos e sociais, mas penso eu que a vida vale muito mais do que a riqueza econômica que existe. Claro que precisamos, sim, de trabalho, de geração de riqueza, pois temos de viver, e muito bem, porém isso não pode ser mais importante, neste momento, do que a sobrevivência para todas as pessoas, independentemente de idade ou de ter ou não ter riqueza, uma vez que a doença atinge todos indistintamente.

Portanto, neste momento, precisamos deixar de lado as emoções, partindo para tomada de posições que possam ser as mais racionais possíveis. O pedido para a paralisação das atividades está sendo feito, no mundo inteiro, pelos governos, com base nas colocações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é um dos organismos da Organização das Nações Unidas (ONU) e que, por isso mesmo, merece todo o respeito e a devida consideração. Cientistas e médicos de várias especialidades, todos são unânimes em dizer a necessidade de redução ao máximo dos contatos sociais.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

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