O aumento da representação política, isto é, a busca de deputado para chamar de seu, entrou na agenda pública de Foz do Iguaçu. A conta é a de que as cidades que elegem mais deputados estaduais e federais abocanham maior volume de recursos, obras e projetos. E falam, têm acesso, aos centros de poder, Brasília (DF) e Curitiba (PR).
Se o ganha-ganha da força eleitoral é factível, a contabilidade da eleição é mais complexa. São 39 postulantes a cargos eletivos com domicílio eleitoral iguaçuense nas Eleições 2026. Às contas: subtraindo as escolhas em candidatos de fora, abstenções, brancos e nulos, restam cerca de 90 mil votos para os nativos — domiciliados, melhor termo, já que há os agregados.
Conter a sangria de votos em candidatos de fora e diminuir as malhas da peneira para reduzir a diluição do escrutínio em muitos nomes faz parte do trabalho dos que estão diretamente envolvidos no jogo das urnas. Para o eleitor, cuja boa parte nem lembra em quem votou para os cargos legislativos quatro anos atrás, o cenário envolve outros elementos.
Candidatos recorrentes dominam a disputa de Foz do Iguaçu por vagas de deputado federal e estadual, mostrou o H2FOZ com exclusividade. Dos 39 nomes, 32 já disputaram eleição antes; oito estão cumprindo mandatos. A repetição de figuras agrava o desafio do voto localizado, no qual representação e renovação podem ser perspectivas duais.
Vermelho (PL) e seu filho, Matheus Vermelho (PL), são deputados na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Cinco vereadores de Foz do Iguaçu almejam subir de cargo, no transcorrer do segundo ano da atual legislatura: Cabo Cassol (PL), Dr. Ranieri (Republicanos), Sidnei Prestes (Podemos), Valentina (PT) e Yasmin Hachem (PT). Ricardo Nascimento, o Ricardinho, é o atual vice-prefeito de Foz do Iguaçu.
Já o ex-prefeito Chico Brasileiro (PSDB) tem no currículo nove disputas, com seis mandatos integrais ou parciais — ele renunciou ao cargo de deputado estadual em 2017 para assumir o Palácio das Cataratas. E Paulo Mac Donald (Progressistas) levou o nome às urnas oito vezes, desde 1989, quando foi eleito vereador.
Não seria exagero indagar, ainda, qual projeto os que buscam o papel de interlocutores da cidade encampam e com quais setores essa plataforma foi construída. Representação, renovação e programa soam como desafios do tamanho da missão de reencantar o eleitor de Foz do Iguaçu por meio do ato cidadão de votar.

