Modelo cívico-militar é rejeitado em quatro escolas de Foz do Iguaçu e aprovado em uma

Comunidade escolar participou de consulta pública nas instituições públicas de ensino; veja os resultados.

Apoie! Siga-nos no Google News

Em consulta pública, nessa terça e quarta-feira (28 e 29), a comunidade escolar rejeitou a conversão de quatro colégios estaduais de Foz do Iguaçu para o modelo cívico-militar e o aprovou em uma. Votaram estudantes, pais, mães e professores.

LEIA TAMBÉM: Justiça determina posse de Francisco Sampaio na prefeitura

O resultado nos colégios iguaçuenses foi:

  • Almiro Sartori: não;
  • Ayrton Senna da Silva: não;
  • Cataratas do Iguaçu: não;
  • JK: não;
  • Santa Rita: sim.

A APP-Sindicato/Foz afirmou que o resultado mostra que a sociedade está compreendo os problemas do que a entidade chama de “militarização da educação”. O sindicato cita que o modelo causa exclusão, por fechar o ensino noturno, e questiona o seu rendimento em relação à escola regular.



“Vamos seguir dialogando com a comunidade escolar para enfatizar que a militarização é um projeto político e ideológico”, enfatiza a presidente da APP-Sindicato/Foz, Janete Batista. “Ela não serve para alunos, professores nem para a sociedade”, avaliou.

Em todo o Paraná, a consulta pública abrangeu 126 escolas estaduais, das quais 82 aprovaram a mudança para cívico-militar a partir de 2024. O Governo do Paraná ampliou o modelo em movimento oposto ao governo federal, que revogou o projeto que criou esse sistema híbrido de ensino.

É um “modelo educacional que combina elementos da gestão civil com a presença de profissionais militares da reserva (inativos) na administração e na rotina escolar”, defende a gestão estadual. A escola cívico-militar pretende criar um “ambiente escolar mais cívico e voltado para o desenvolvimento integral dos alunos”, conclui.

LEIA TAMBÉM