Músico de Foz do Iguaçu lança novo clipe com produção digna de cinema

Austero mergulha fundo nas referências latino-americanas com o audiovisual “Instinto”; assista à entrevista.

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Arte presente desde criança, com os primeiros poemas e o som ao violão do avô blueseiro. A estética periférica marcando a infância e a juventude, no bairro Porto da Foz, junto à BR-277. Do rap ao trap foi em um passo. Mas a latinidade sempre pulsou alto.

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Misturando todas essas referências e uma grande vontade de vencer em uma sociedade que por vezes confunde cultura com passatempo, tem-se a música do iguaçuense Austero. A novidade é o videoclipe de “Instinto”, já disponível para o público.

Assista à entrevista de Austero no Marco Zero:

O trabalho, esforço coletivo de realizadores parceiros, por meio do estúdio local O Verbo, mergulha na América Latina. A produção visual do clipe é baseada no filme “Era uma vez no México”, em que o ator Antonio Banderas é o mariachi a caçar narcos.

“É um estilo que eu gosto muito, o latino-americano”, reforçou, na entrevista ao programa do H2FOZ e da Rádio Clube FM 100,9. “Até o violão da trilha sonora a gente conseguiu samplear para fazer o instrumental”, contou Austero.

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“Instinto”, o clique, pode ser assistido acessando as redes sociais do estúdio O Verbo, e o som está disponível nas plataformas musicais. O clipe passou primeiro foi uma première, com um retorno satisfatório das pessoas, revelou o artista.

O princípio

Austero contou que começou a trabalhar com música em 2018, coincidindo com a abertura do estúdio coletivo, influenciado pelo trap que se desenvolvida em São Paulo. A criação musical foi evoluindo conforme o tempo de estrada.

“Com maturidade, a gente entende que precisa colocar quem nós somos na música”, apontou. “É importante colocar a nossa estética e, sendo da fronteira, como nós somos, não tem como não pensar na música latina”, defendeu o músico.

Música é trabalho

Se fazer música em Foz do Iguaçu ainda é um ofício desafiador, ser músico das expressões urbanas e periféricas é uma peleja maior. “Falta, da parte das pessoas, o reconhecimento da cultura, da música como algo profissional, como trabalho, algo que demanda muita coisa para se produzir”, narrou.

No seu caminhar, foi agregando na parceria profissionais do audiovisual, DJs e MCs. “Com a Batalha da Pista [evento alternativo que acontece na pista pública de skate], conhecemos pessoas com quem fizemos vários trabalhos, a gente foi se conhecendo e se juntando”, resgatou Austero.

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