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Por: Cláudio Dalla Benetta - H2FOZ

Mesmo com queixa de empresários, protestos recomeçam na segunda, em Ciudad del Este

Mesmo com queixa de empresários, protestos recomeçam na segunda, em Ciudad del Este
Manifestação do dia 14 trouxe prejuízos e provocou caos na cidade. (Foto: Tereza Fretes Alonso, ABC Color)

Os comerciantes e empresários de Ciudad del Este, em "comunicado à opinião pública", pedem: "Deixem-nos trabalhar em Paz".

O documento, assinado pela Câmara de Empresários, Convention & Visitors Bureau, Associação de Hotéis de Alto Paraná, Associação de Postos de Alto Paraná e Associação Rural de Alto Paraná, manifesta às autoridades locais e nacionais "profunda preocupação" com "os permanentes fechamentos de rodovias" e das casas comerciais, provocados por seguidas manifestações e protestos.

O problema é que se tornou comum, em Ciudad del Este, que praticamente toda manifestação ou protesto acabem fechando as portas do comércio e impedindo a entrada e saída pela Ponte Internacional da Amizade. Os empresários pedem que haja uma solução definitiva, como a criação de um local "mais adequado" para as manifestações.

E, nesta segunda, as manifestações contra o acordo entre a Ande e a Eletrobras, para compra de energia de Itaipu, devem ser reiniciadas, mesmo que este acordo já tenha sido cancelado.

"Rechaçamos o fechamento do corredor turístico mais importante a nível nacional e as consequências negativas que implicam com o país vizinho, o Brasil", assinala o documento, em que os empresários reconhecem o direito às manifestações, mas pedem que sejam pacíficas.

A última manifestação, no dia 14, contra o acordo entre a Ande e a Eletrobras, provocou danos em automóveis e caminhões, obrigou o fechamento das lojas do centro e "semeou desordem, caos e anarquia", diz o comunicado.

Protesto do dia 14 teve confronto entre manifestantes e a polícia. Foto La Nación

Os empresários afirmam ainda que essas manifestações, em pleno horário de trabalho, estão fazendo com que Ciudad del Leste se torne um "povo vantasma".

"Se somamos ao que já foi mencionado o bloqueio da Ponte da Amizade, privando milhares de compradores estrangeiros de realizar suas compras, já passamos a um estado de coisas que vão muito além de um descontentamento ou de um protesto justo", diz ainda o documento.

E mais: "A situação atual do Paraguai, em franca desaceleração econômica, fez com que em Ciudad del Este caíssem aa venda na maioria dos setores econômicos entre 30% e 70%".

Um representante da comissão de manifestações, Arturo Paes, diz que a luta é por uma causa nacional, mas reconhece que há pessoas infiltradas que procuram causar distúrbios e violência.

"Vamos pedir à Polícia Nacional que seja levada presa qualquer pessoa que provoque algum distúrbio desnecessário", afirma. "Queremos uma luta limpa e transparente".