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Por: Cláudio Dalla Benetta - H2FOZ

Ministério de Educação do Paraguai divulga protocolo de volta às aulas, em setembro ou em 2021

Ministério de Educação do Paraguai divulga protocolo de volta às aulas, em setembro ou em 2021
Imagem de antes da pandemia. Diretores de escolas dizem que 30% dos estudantes não têm acesso à Internet. (Foto: Pixabay)

H2FOZ - Cláudio Dalla Benetta

 

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, sempre disse que "as aulas presenciais e a reabertura das fronteiras ficarão por último", dentro do plano de flexibilização das medidas de controle da pandemia de covid-19.

Este "por último", para as aulas, pode ser setembro, pelo menos segundo uma das propostas do Ministério de Educação e Ciências (MEC), que apresentou um protocolo de retorno seguro à escola, com classes semipresenciais: metade dos alunos estaria em aula e outra metade em casa, alternadamente, conforme noticia o jornal La Nación.

O vice-ministro de Educação, Robert Cano, disse que estão sendo analisadas todas as possibilidades. Uma delas é de volta às aulas em setembro, mas ele, pessoalmente, é a favor de que as aulas presenciais sejam retomadas só no ano que vem. No entanto, tudo depende do aval do Ministério de Saúde.

O protocolo do MEC prevê aulas com grupos reduzidos, entre 10 e 15 alunos em cada sala de aula, bem arejada e com horário rotativo, para que enquanto um grupo esteja na escola, o outro fique em casa, e depois se alternem. Quanto às atividades físicas, poderão ser feitas também em grupos reduzidos.

A alimentação escolar será mantida na modalidade de kit, a ser retirado pelas famílias dos estudantes inscritos no programa.

As aulas presenciais devem ser organizadas por disciplina, priorizando os conteúdos imprescindíveis. A modalidade a distância será mantida, de acordo com os horários das aulas.

Diretores de escolas são contra

O presidente do Sindicato Nacional de Diretores (de escolas), Miguel Mareco, disse que foi pego de surpresa com o protocolo divulgado pelo Ministério de Educação do Paraguai, para um possível retorno às aulas em setembro.

"Totalmente irrelevante e fora do tempo, havendo situações muito mais importantes em educação que hoje devem ser analisadas, como fazer chegar os guias didáticos e materiais de apoio pedagógico a muitíssimos distritos onde não há conectividade", disse.

Segundo ele, não há condições de infraestrutura para receber os alunos com os protocolos que a pandemia exige. Mareco deu exemplos dessas carências, como a falta de banheiros por sexo e de água potável, além dos custos para cada aluno de utilizar uma máscara por dia.

"Só se querem trazer as crianças a uma morte segura, a um genocídio", disse. "O tema que se deve tratar agora é se chegou até 1 milhão 600 mil estudantes algum material de ensino, ver como serão feitas as avaliações de final de ano", disse, ainda.

Nem o Sindicato de Diretores nem os demais sindicatos de docentes vão permitir o retorno às classes presenciais, porque não há garantias de segurança para ninguém, advertiu.

Em relação à conectividade virtual, Miguel Mareco estimou que 70% dos alunos têm acesso à Internet, e que nesse momento deve-se trabalhar numa alternativa para atender os 30% que hoje estão fora do mundo virtual.

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