Está cada vez mais forte a linha investigativa de que criminosos brasileiros tiveram participação decisiva no grande assalto a bancos em Santa Rita, no Paraguai, na madrugada de terça-feira (16).
Nessa quarta-feira (17), a Polícia Nacional do Paraguai encontrou dois veículos incendiados em uma área de mata à beira do lago de Itaipu. Os automóveis estavam em um local de difícil acesso, em Hernandarias, nas proximidades de um porto clandestino.
Em declarações à imprensa do Paraguai, o delegado Javier Flores informou que acionou o Comando Tripartite para apurar a procedência dos veículos. Conforme as primeiras apurações, os carros, dos modelos Toyota Corolla Cross e Hyundai Tucson, têm origem ilícita.
Os automóveis integrariam a frota utilizada pelos cerca de 20 delinquentes que atacaram as agências dos bancos Familiar, GNB e ueno, bem como a casa de câmbio Santa Rita.
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Até o momento, porém, ainda não há confirmação do valor subtraído dos cofres dos bancos Familiar e GNB. Do ueno e da casa de câmbio, nada foi levado, pois os bandidos tiveram de fugir antes da conclusão do ataque.
De momento, a Polícia Nacional do Paraguai afirma ter identificado dois suspeitos, incluindo um policial. Outros dois homens, apontados como os fornecedores dos explosivos, estão detidos preventivamente, embora não haja vínculo conclusivo.

Governador do departamento (estado) de Alto Paraná e ex-prefeito de Santa Rita, César “Landy” Torres cobrou postura ativa da Polícia Nacional do Paraguai.
“Esperamos sinais claros”, afirmou Torres, citado pelo jornal Última Hora. “Caso contrário, vamos continuar numa situação de confusão, com os bandidos atacando de novo.”


