Capital do Paraguai, Assunção recebeu, nessa terça-feira (30), a 68.ª edição da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada semestralmente.
Dos presidentes dos países do Mercosul, somente o argentino, Javier Milei, não compareceu. De acordo com o governo argentino, Milei decidiu, de última hora, permanecer em Buenos Aires para coordenar a transição da chefia de gabinete.
Em seu discurso na cúpula, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu o aprofundamento da integração regional.
“Na atual conjuntura, o Mercosul é uma necessidade estratégica. O Mercosul permanece como o principal espaço institucional em uma região cada vez mais polarizada”, afirmou.
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Conforme Lula, o bloco precisa fazer a diferença na vida das pessoas. Para trazer resultados concretos, o Brasil anunciou que irá contribuir com até US$ 100 milhões anuais para o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
Em 1991, primeiro ano do Mercosul, o comércio interno entre os países do bloco não passava de US$ 4,5 bilhões (valores corrigidos). Atualmente, está em US$ 50 bilhões, com crescimento de 6% entre 2024 e 2025.
Além disso, o Mercosul reúne 73% do território da América do Sul, com 65% da população e 70% do Produto Interno Bruto (PIB). O bloco está composto por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Venezuela (suspensa).

