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MP Eleitoral cobra ações de plataformas para conter desinformação e violência política

Documento enviado à Meta, Google, Microsoft e TikTok prevê ações contra fake news, violência política, deepfakes e perfis falsos nas eleição.

3 min de leitura
MP Eleitoral cobra ações de plataformas para conter desinformação e violência política
Ações visam a assegurar a soberania do voto - foto ilustrativa: Pexels


O Ministério Público (MP) Eleitoral recomendou que as principais plataformas digitais adotem medidas para reforçar o combate à desinformação e à violência política nas Eleições 2026. O documento foi encaminhado a empresas como Meta, Google, Microsoft, TikTok, X, Kwai e Flickr.

Entre as medidas sugeridas estão:

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  • criação de canais permanentes de denúncia;
  • identificação obrigatória de conteúdos produzidos por inteligência artificial (IA);
  • remoção de perfis falsos, bots e publicações com discurso de ódio;
  • bloqueio do impulsionamento pago de conteúdos considerados ilícitos.

A recomendação também determina que as plataformas consultem o repositório de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir a republicação de conteúdos já considerados irregulares pela Justiça Eleitoral. Antes da remoção, porém, as empresas deverão preservar provas digitais para subsidiar eventuais investigações.

O MP Eleitoral reforça ainda a necessidade de combater deepfakes e lembra que é proibida a divulgação de conteúdos sintéticos com imagem ou voz de candidatos nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores ao pleito.

As empresas também deverão disponibilizar mecanismos para contestação de decisões de moderação, limitar o microdirecionamento de anúncios políticos e encaminhar à Justiça Eleitoral informações sobre seus sistemas de recomendação e políticas de moderação.

Segundo o Ministério Público, as plataformas exercem papel central na circulação de conteúdos políticos e devem atuar para evitar a disseminação de desinformação, ameaças, campanhas de assédio e outras formas de violência política. O órgão ressalta ainda que as empresas podem ser responsabilizadas por conteúdos de terceiros, conforme entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), além de terem de cumprir as normas do TSE e do Decreto n.º 12.975/2026 durante o processo eleitoral.

Contra a desinformação

Além do MP Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) também atua contra a proliferação de fake News e desinformação durante o processo eleitoral. O projeto Detetives da Cidadania é voltado à formação de jovens e idosos para o consumo crítico de informações e o fortalecimento da participação democrática. Já o Gralha Confere é uma ferramenta gratuita de verificação de informações e envio de denúncias.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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