O executivo municipal teve mais uma mudança de secretariado. Desta vez, foi exonerada Silvana Garcia que ocupava o cargo de Secretária Municipal da Educação.
A saída foi oficializada no Diário Oficial do Município publicado nesta quinta-feira, 16 e assinada pelo prefeito Joaquim Silva e Luna.
Silvana, que anteriormente ocupou o cargo de chefe do Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu – NRE, assumiu o posto com a promessa construção de CMEIs, modernização de escolas e valorização dos profissionais.
Ela ficou à frente da secretaria pouco mais de dois anos e enfrentou desgastes, como greve de professores e uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI em razão da decisão de retirar livros de inglês das escolas. A dificuldade de diálogo foi apontada como uma marca da gestão.
O nome da pessoa que irá assumir a pasta não foi divulgado pelo município.
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Sinprefi se manifesta e diz que está aberto ao diálogo
Em nota divulgada à imprensa, O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Ensino de Foz do Iguaçu (Sinprefi) se manifestou sobre a exoneração.
Leia abaixo:
O Sinprefi sempre se pautou pelo diálogo como princípio fundamental das relações institucionais e, nesse sentido, cobrou permanentemente da gestão municipal da Educação a abertura de canais efetivos de escuta e negociação. Desde o início de 2025, o sindicato tem se posicionado em defesa da gestão democrática, da educação pública, gratuita, de qualidade e inclusiva, bem como da valorização dos trabalhadores da educação e da melhoria das condições de trabalho.
Ao longo desse período, foram diversas as tentativas de diálogo por parte da entidade, diante de uma série de situações que impactaram diretamente a comunidade escolar, tais como: o recolhimento de milhares de livros de inglês sob alegação de conteúdo impróprio; a instituição de decreto referente ao prêmio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) com metas inatingíveis; a adoção de atos arbitrários de gestão; a falta de merenda escolar; o descumprimento de prazos administrativos; a falta de professores; a imposição de matriz curricular; a implementação do ponto eletrônico; a normativa de escolha de turmas, entre outras situações. Em alguns casos, diante da ausência de respostas e de soluções por parte da gestão, foi necessário recorrer à via judicial.
Diante do novo cenário, o Sinprefi reafirma sua disposição para o diálogo e também espera que o prefeito General Silva e Luna, em sua nova escolha, valorize os profissionais da educação da rede que são extremamente capacitados para ocupar os espaços. Desejamos que o(a) próximo(a) secretário(a) municipal de Educação mantenha as portas abertas ao sindicato e à categoria, garantindo a escuta ativa dos profissionais que atuam no chão das escolas e dos CMEIs.
A defesa de uma educação pública de qualidade passa, necessariamente, pelo respeito aos trabalhadores da educação e à comunidade escolar e pela construção coletiva de políticas educacionais.

