O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu está reforçando as ações de prevenção e combate à dengue em diferentes regiões do município. Apesar do baixo número de casos confirmados, as condições climáticas exigem atenção das equipes e da população para evitar a proliferação do Aedes aegypti.
No último Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado nessa terça-feira (22), Foz registra 44 casos confirmados em 2026, além de 3.892 notificações e 3.710 casos descartados. Não há registro de mortes por dengue neste ano nem em 2025, de acordo com a prefeitura.
Também foram notificadas 139 suspeitas de chikungunya, com duas confirmações. Não há registros de zika vírus.
As equipes do CCZ realizam visitas domiciliares em todas as regiões da cidade, identificando recipientes que possam acumular água e orientando os moradores sobre os cuidados necessários.
As ações educativas também chegam às escolas municipais. Atividades realizadas pelo CCZ já alcançaram 9.683 alunos, com orientações sobre as arboviroses e a prevenção ao mosquito.
A coordenadora técnica da Vigilância Ambiental, Renata Defante Lopes, enfatiza que o cenário climático associado ao El Niño, com aumento das chuvas e das temperaturas, pode favorecer a proliferação do mosquito.
Método Wolbachia
Em agosto, Foz iniciou a segunda etapa da implantação do Método Wolbachia, com a soltura de mosquitos que carregam a bactéria capaz de reduzir a transmissão dos vírus da dengue. A ação contempla 28 bairros e, ao final da etapa, estará presente em todo o município.
Mutirão
Na Região Nordeste, mutirões de zeladoria seguem até o fim desta semana. As equipes realizam roçada, retirada de entulhos, recolhimento de galhos e limpeza de áreas públicas.
Cerca de 40 caçambas foram distribuídas nos bairros para o descarte de materiais que podem acumular água, como entulhos, restos de construção e móveis usados. O serviço é gratuito, e a participação dos moradores é importante para reduzir possíveis criadouros.

