A superlotação do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, causa preocupação no setor da saúde. A unidade registra nesta quarta-feira, 22, uma taxa de ocupação de 127,98%, com 276 pacientes em atendimento, dos quais 56 no pronto-socorro.
O hospital vem registrando sucessivos episódios de superlotação, e recentemente ocorreram denúncias sobre pacientes acomodados em macas no corredor do pronto-socorro.
Em vídeo publicado em rede social própria, o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Foz do Iguaçu e Região (SEESSFIR), Paulo Sérgio Ferreira, classifica a atual situação do pronto-socorro como caótica.
Ele diz que o corredor do hospital passou a ser considerado um setor da unidade e que as pessoas estão normalizando a situação. “O que está acontecendo no pronto-socorro do hospital municipal é uma crise.”
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Ferreira ainda pontua que faltam trabalhadores no pronto-socorro, mesmo com abertura de concursos e processos seletivos. Por isso, os atuais funcionários são obrigados a fazer horas extras. Parte da falta de interesse se deve ao fato de que muitos enfermeiros cursam Medicina no Paraguai e por isso querem trabalhar à noite.
Segundo o sindicalista, o hospital recebe pacientes de toda a Região Oeste e do Paraguai. Para ele, o quadro não é decorrente de problemas respiratórios, como é comum nesta época, porque chegam a todo momento pacientes acidentados e com enfermidades psiquiátricas para serem atendidos.
O Conselho Municipal de Saúde (Comus) vem cobrando revisão do fluxo assistencial das UPAs e planos de contingência do Hospital Municipal, especificamente da Direção Técnica.
Para o conselho, pode ocorrer superlotação pontual em decorrência de surtos epidemiológicos ou por acidentes de grande porte, contudo esse não é o caso do Hospital Padre Germano Lauck hoje, porque não há pressão de epidemias, como já ocorreu no passado, em razão da dengue ou covid. Por isso, há um problema de gestão ou subdimensionamento da unidade.
Veja a nota do Hospital Municipal na íntegra:
O Hospital Municipal Padre Germano Lauck informa que, diante do atual cenário de elevada ocupação hospitalar, todos os pacientes seguem recebendo assistência das equipes multiprofissionais da instituição, com atendimento realizado de acordo com os protocolos assistenciais e de segurança.
O comunicado técnico sobre a ocupação hospitalar tem como objetivo informar os órgãos reguladores e a rede de saúde sobre a necessidade de adequação dos fluxos assistenciais, contribuindo para a organização dos atendimentos, otimização da regulação de pacientes e gerenciamento dos leitos disponíveis.
No momento, o hospital registra uma taxa de ocupação de 127,98%, com 276 pacientes em atendimento na instituição, sendo 56 pacientes no Pronto-Socorro. Entre os pacientes que necessitam de cuidados intensivos, 3 aguardam transferência para leitos de UTI, seguindo os fluxos de regulação estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
É importante destacar que os dados de ocupação hospitalar são dinâmicos e podem sofrer alterações ao longo do dia, conforme a entrada de novos pacientes, altas hospitalares, transferências e processos regulatórios realizados continuamente.
O Hospital Municipal mantém o monitoramento permanente da ocupação e a gestão dos leitos, buscando garantir a melhor organização possível da assistência. A disponibilização de um leito após uma alta hospitalar envolve etapas essenciais de segurança, como higienização, preparação do ambiente e avaliação das condições adequadas para receber um novo paciente.
Da mesma forma, os processos de alta e desospitalização seguem critérios assistenciais específicos, envolvendo avaliação médica, planejamento da continuidade do cuidado, orientações da equipe multiprofissional e, quando necessário, articulação com os demais serviços da rede de saúde.
O Hospital Municipal Padre Germano Lauck segue atuando em conjunto com a Secretaria Municipal da Saúde, o Núcleo Interno de Regulação (NIR) e os demais órgãos responsáveis, trabalhando continuamente para otimizar os fluxos assistenciais e garantir atendimento seguro, humanizado e responsável à população.

