Moradores de Foz do Iguaçu que precisam de atendimento em pronto-socorro estão sendo direcionados às unidades de pronto atendimento (UPAs) e ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck (HMPGL).
A medida foi tomada em razão da impossibilidade de o pronto-socorro do Hospital Itamed receber pacientes desde sexta-feira, 14, devido à superlotação. Apesar de o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) deixar de encaminhar pessoas para o pronto-socorro, nesta quarta-feira, 19, a unidade estava operando com 100% da capacidade.
Para acomodar mais pacientes, o Hospital Municipal trabalha com leitos provisórios. Nesta quarta, a ocupação da unidade hospitalar chegou a 120,64%, com 72 pacientes no pronto-socorro.
O direcionamento do fluxo para a rede municipal se torna preocupante em razão do histórico de superlotação também já registrado reiteradas vezes no próprio Hospital Municipal e nas UPAs da cidade.
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Atendimento reduzido
Presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, o vereador Adnan El Sayed visitou a UPA no Morumbi e constatou a superlotação, que se agravou com o corte de horas extras de funcionários. Após conversas com o município, ele recebeu a informação de que quatro servidores serão remanejados para o local.
A situação é preocupante, porque o horário de atendimento de quatro UBSs da cidade foi reduzido com a contenção de recursos de R$ 30 milhões determinada pela prefeitura, o que inclui a redução de horas extras.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça que Foz do Iguaçu possui gestão plena do Sistema Único de Saúde (SUS), por isso cabe ao município a organização da assistência em seu território.
De acordo com a Sesa, o redirecionamento temporário de novos pacientes para outras unidades, quando necessário, não representa suspensão do atendimento ou desassistência, mas uma medida de reorganização do fluxo assistencial.
Em nota, a Prefeitura de Foz do Iguaçu diz que “a Secretaria Municipal de Saúde mantém acompanhamento permanente da situação e atua, dentro de suas competências, na organização dos fluxos da rede municipal, na interlocução com o Hospital Itamed, com a 9ª Regional de Saúde, com a Central Estadual de Regulação e com os demais serviços envolvidos, buscando minimizar impactos à população e assegurar a continuidade da assistência”.

