Megaoperação nacional contra descaminho cumpre mandados em Foz do Iguaçu

Investigação aponta que grupo fez entrarem no país 500 mil celulares em cinco anos; ação reúne 400 agentes em seis estados e no DF.

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Cerca de 400 agentes da Receita Federal do Brasil (RFB) e da Polícia Federal (PF) estão nas ruas, nesta quarta-feira, 10, para a Operação Corisco Turbo, contra a importação ilegal de mercadorias. Mandados são cumpridos em Foz do Iguaçu.

O objetivo é desestruturar organização responsável por importar ilegalmente grandes quantidades de produtos estrangeiros, sem pagamento de tributos, informa a RFB. Os indícios são de que o grupo teria internalizado no país mais de 500 mil celulares em cinco anos, além de ter feito remessas ilegais ao exterior que somam R$ 1,6 bilhão.

Em Foz do Iguaçu, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, resultando na retenção de documentos e computadores, que farão parte da investigação. Nas incursões na fronteira, ainda, houve uma prisão por porte ilegal de arma de fogo.

Operação contou com o uso de aeronave de órgãos federais – foto: Divulgação/RFB

“A organização criminosa se subdividia em núcleos responsáveis pela negociação e venda de produtos eletrônicos, transporte/armazenamento, constituição de empresas fictícias, envio de dinheiro para o exterior e receptação dos produtos para revenda em comércios”, cita a Receita Federal. Há indícios de crimes, também, por meio de doleiros e de transferência de criptomoedas.

Megaoperação

As equipes cumprem ordens da Justiça nos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Maranhão e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal. Ao todo, são 51 mandados de busca e apreensão, 25 ordens de sequestro de bens imóveis, 42 ordens de sequestro de veículos e bloqueio de R$ 280 milhões em contas dos alvos da operação.

Ordens judiciais incluem sequestos de bens e contas – foto: Divulgação/RFB

O efetivo utiliza 41 viaturas e um helicóptero da Receita Federal, bem como 49 viaturas da Polícia Federal, para dar cumprimento às ordens judiciais pelo país. As pessoas suspeitas e investigadas deverão responder acusações dos seguintes crimes, com penas máximas que podem chegar a 37 anos de reclusão:

  • falsidade ideológica;
  • descaminho;
  • evasão de divisas;
  • lavagem de dinheiro; e
  • organização criminosa.

Nome da operação

Corisco Turbo alude ao modelo do avião apreendido em um aeródromo, em 2022, durante ação em flagrante. A partir desse fato, as forças de segurança e fiscalização iniciaram as investigações.

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