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Quando a floresta vira arte para continuar viva

Exposição “Noites da Floresta”, no Ecomuseu de Itaipu, une fotografia e consciência ambiental em um olhar sobre a beleza e a fragilidade da Mata Atlântica.

3 min de leitura
Quando a floresta vira arte para continuar viva
“Noites da Floresta”, de Silvana Lacreta Ravena, retrata a beleza e a biodiversidade da Mata Atlântica. Foto: Divulgação

Aida Franco de Lima – OPINIÃO

A primavera chegou trazendo de volta cores, flores e um convite para olhar com mais atenção para a natureza. Em Foz do Iguaçu, esse olhar ganha também a forma da fotografia. O Ecomuseu de Itaipu recebe até o dia 28 de setembro a exposição “Noites da Floresta”, da fotógrafa paulistana Silvana Lacreta Ravena.

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A mostra transforma a Mata Atlântica em protagonista. Pelas lentes da fotógrafa, espécies e paisagens revelam não apenas a beleza de um dos biomas mais ricos do planeta, mas também sua fragilidade diante das transformações ambientais e das mudanças climáticas.

Cerca de 5 mil pessoas de diferentes partes do mundo já passaram pela exposição no Ecomuseu. Antes disso, “Noites da Floresta” também esteve no Centro de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu, integrando a programação do Festival de Culturas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Fecult).

Mais do que contemplar belas imagens, a proposta é provocar uma reflexão sobre nossa relação com as florestas. Em um momento em que eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e destruição de habitats fazem parte de uma realidade cada vez mais próxima, a arte também pode ser instrumento de educação ambiental.

Silvana Lacreta Ravena trabalha justamente nessa fronteira entre expressão artística e defesa do meio ambiente. Suas fotografias aproximam o público de uma natureza que muitas vezes parece distante, embora dela dependam a água, o clima, os alimentos e, em última instância, a própria vida.

Talvez seja essa uma das contribuições mais importantes da fotografia ambiental: fazer com que a floresta deixe de ser apenas um conceito ou uma mancha verde vista de longe. Quando conseguimos enxergar seus detalhes, seus habitantes, suas formas e sua beleza, também fica mais difícil permanecer indiferente à sua destruição.

A exposição é realizada pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (PROEX-UNILA), em parceria com a Galeria VerArte, com apoio da Itaipu Binacional.

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Serviço — “Noites da Floresta”
Ecomuseu de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR)
Até 28 de setembro
Visitação das 8h30 às 16h, com fechamento às terças-feiras
Entrada gratuita

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do H2FOZ.

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    Aida Franco de Lima

    Aida Franco de Lima

    Aida Franco de Lima é jornalista, professora e escritora. Dra. em Comunicação e Semiótica, especialista em Meio Ambiente.

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