Atual senadora e nome influente no debate político na Argentina, a ex-ministra da Segurança Patricia Bullrich voltou a falar sobre o problema das filas na aduana da Ponte Tancredo Neves, em Puerto Iguazú.
Em declarações à Radio República, de Posadas, Bullrich reconheceu o impacto negativo das filas na economia da cidade argentina da fronteira. “Hoje, a ponte é um problema terrível para o funcionamento de Puerto Iguazú”, apontou.
Em suas últimas semanas como ministra, Bullrich se tornou a primeira autoridade federal argentina a falar publicamente sobre a retirada dos controles migratórios da cabeceira da Ponte Tancredo Neves. Agora como senadora, voltou a defender a proposta.
“A entrada ao país se daria na altura onde hoje está o posto da Gendarmería”, explicou a parlamentar. Atualmente, a Gendarmería Nacional Argentina (GNA) conta com um posto na Rodovia Nacional n.º 12, entre as cidades de Puerto Iguazú e Wanda.
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Com a transferência do local de controle, a circulação turística pela Ponte Tancredo Neves ficaria livre, com controle aleatório. Precisariam continuar a fazer o registro na aduana argentina, apenas, os viajantes com destino ao aeroporto de Puerto Iguazú.
Posição minoritária
Cabe ressaltar, porém, que a proposta da senadora não tem apoio majoritário da base governista em Buenos Aires. A própria fala de Patricia Bullrich, inclusive, surge como exceção no cenário federal argentino, contrário à flexibilização dos controles.
Além disso, ainda não há projeto oficial sobre a eventual transferência do ponto de fiscalização migratória. Atualmente, o debate principal na Argentina está focado no aumento das equipes e na adoção de tecnologia para reduzir as filas na fronteira.

