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Turismo de Foz do Iguaçu questiona mudanças em obra da BR-469

Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu cobra explicações sobre a supressão de acessos em locais como o trevo do aeroporto.

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Turismo de Foz do Iguaçu questiona mudanças em obra da BR-469
Obras de viaduto no trevo de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. Foto: Marcos Labanca/H2FOZ (Arquivo)

A Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu expressou preocupações em relação a mudanças nos projetos das obras da BR-469. A rodovia é o principal corredor turístico do lado brasileiro da fronteira.

O colegiado pediu reunião técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR). Até o momento, porém, ainda não houve resposta.

A preocupação do turismo de Foz do Iguaçu diz respeito à retirada de acessos em locais como o viaduto do trevo do aeroporto. Fernando Martín, presidente do Fundo Iguaçu, contou que a identificação ocorreu somente durante o andamento dos trabalhos.

“À medida que a obra avança e alguns trechos começam a ser entregues, percebemos a falta de elementos previstos no projeto original”, afirmou.

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O custeio do projeto-executivo de duplicação da BR-469 esteve a cargo do Fundo Iguaçu. Conforme a entidade, a elaboração envolveu discussões e apresentações aos diferentes setores da sociedade de Foz do Iguaçu, com sugestões de adaptações.

Entre as alterações identificadas está a retirada da alça de acesso ao aeroporto para os veículos que trafegam no sentido ao terminal e ao Parque Nacional do Iguaçu.

Em vermelho, os acessos suprimidos no projeto do viaduto no trevo de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.
Em vermelho, os acessos suprimidos no projeto do viaduto no trevo de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. Arte: Divulgação/Fundo Iguaçu

Sem a ligação direta, os motoristas precisam seguir em direção ao centro de Foz do Iguaçu até o próximo ponto de retorno, percorrendo cerca de cinco quilômetros a mais.

“Todo esse tráfego terá que seguir para o mesmo ponto de retorno para conseguir chegar ao aeroporto. Isso aumenta o deslocamento, pode gerar filas e até ampliar o risco de um passageiro perder o voo”, apontou Martín.

Expansão do turismo de Foz do Iguaçu

A preocupação também considera a possibilidade de expansão da atividade turística ao longo da rodovia em Foz do Iguaçu. “São áreas que poderão receber novos hotéis e atrativos turísticos, o que significa maior circulação de veículos”, detalhou.

A Gestão Integrada do Turismo questiona, ademais, a falta de uma opção de retorno perto do acesso ao Centro de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu.

Como alternativa, a entidade sugere a implantação de uma pequena rotatória ou de outra estrutura que permita aos veículos de turismo seguir diretamente ao parque pelo antigo portão, evitando deslocamentos desnecessários.

O Fundo Iguaçu lembra que as três passarelas para pedestres, previstas no projeto, também não constam da execução da obra. Após reunião em Brasília, o DNIT logo atendeu à solicitação e confirmou a construção das estruturas em Foz do Iguaçu.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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