Aprimorar as políticas culturais e desburocratizá-las foi uma das conclusões da audiência pública “Arte de Rua — Reconhecimento, Valorização e Desafios no Paraná”, realizada na Assembleia Legislativa (Alep).
No encontro, artistas e produtores culturais apontaram dificuldades para manter viva a arte de rua, especialmente em relação à captação de recursos e até mesmo ao preconceito que ainda atinge os artistas populares.
Idealizador da audiência, o deputado Goura (PDT) diz que as dificuldades da arte de rua e a arte nos espaços públicos e dos artistas foram debatidas no âmbito de todo o estado do Paraná.
Para ele, há necessidade de políticas públicas de apoio, de não criminalização, de facilitação da manifestação artística em espaços públicos. Ele frisa que com a arte a rua fica mais segura, mais viva, mais atrativa, tornando-se um local de expressão.
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Artistas reivindicam direitos
Para Rogério Francisco Costa, articulador da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), é urgente que o poder público garanta os direitos da classe artística. “A gente, enquanto artista de rua, depende de políticas que amparem o nosso fazer, que garantam o nosso direito à rua e também à população o acesso aos bens culturais que a gente pode oferecer.”
Ele também reforça que os artistas de rua são criminalizados constantemente. “Algumas legislações são feitas para, em vez de favorecer o nosso fazer, ser impeditivas, ser castradoras”, frisa.
Para o artista urbano Michael Davis, muitas vezes o preconceito afeta o trabalho artístico. Segundo ele, o debate abre, de alguma forma, alguns caminhos que ficavam travados nos legislativos.
Descentralização de editais
A audiência pública contou ainda com a participação da deputada Ana Júlia (PT) e do deputado Professor Lemos (PT), que se comprometeram a encaminhar, ao lado de Goura, as reivindicações da classe artística dentro da Casa de Leis.
Também contribuíram com o debate a coordenadora do Ministério da Cultura no Paraná, Loa Campos, e a diretora da Secretaria da Cultura do Paraná, Laura Haddad, a qual destacou que a entidade planeja descentralizar os editais e ampliar as áreas de atuação artística aptas a receber recursos públicos.
Ainda estiveram presentes o presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos das Artes Cênicas e Audiovisual do Paraná, Adriano Esturilho, e Renata Dutra, representante da comissão de blocos do Carnaval de Rua de Curitiba.
(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)


