Estamos mais próximos ou mais distantes de superar a pandemia?

Um ano do primeiro caso de covid-19 em Foz do Iguaçu. Estamos mais próximos ou mais distantes de superar a pandemia?

No momento em que Foz do Iguaçu completa um ano do seu primeiro caso confirmado de covid-19, registrado em 18 de março do ano passado, a cidade ultrapassa o número de 30 mil moradores que foram infectados pelo novo coronavírus. 90% deles são considerados recuperados pelo serviço de saúde.

Foz do Iguaçu atinge a trágica e impressionante marca de 531 vidas perdidas em decorrência da doença. É vida que vai e não volta.

No ano passado, a cidade teve saldo negativo de 4,4 mil empregos, sem contar o efeito perverso do desemprego sobre os trabalhadores informais. A economia patina, e os pequenos negócios são duramente afetados pela crise.

Foz do Iguaçu entrou na pandemia com seus muitos problemas não resolvidos. Cinco mil pessoas na fila para cirurgia e 35 mil pacientes aguardando consulta com especialista, ou seja, pessoas com várias doenças que passaram a ficar expostas ao risco de covid-19.

Transporte coletivo precário. Problemas de moradia popular e informalidade são indicadores que complementam o cenário social para uma reflexão mais ampla sobre a pandemia no município.

Neste período de um ano, entre as medidas não farmacológicas ou hospitalares, o poder público municipal adotou desde restrições contundentes, como o fechamento de escolas e a suspensão temporária do comércio, em março de 2020, passando por bloqueios restritos a bairros e regiões, até chegar ao atual lockdown de 36 horas nos fins de semana, acompanhado de toque de recolher noturno.

Um ano depois da incidência da pandemia de covid-19, Foz do Iguaçu vive o drama do colapso da rede hospitalar, que está no limite, com atendimento acima de 100% da capacidade.

UPAs e unidades básicas de pronto atendimento foram convertidas em espaços para atendimento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Com hospitais lotados, outro drama começa a preocupar: o estoque de insumos para pacientes internados em UTIs.
Como em outras partes do Paraná e do Brasil, Foz do Iguaçu vive o pior momento da pandemia.

Das 531 mortes por covid-19 na cidade, 126 ocorreram no curto espaço de 19 dias de março.

Ou seja, 23% do total de mortes causadas pela infecção do novo coronavírus na cidade ocorreu neste mês.

O controle da pandemia em Foz do Iguaçu ficou restrito apenas aos discursos oficiais e a narrativas do período eleitoral.

A realidade é o colapso, agravada por novas variantes do vírus e ocorrência de reinfecção.

Na guerra, como dizem os especialistas, falta-nos vacina, vacina e vacina!

H2FOZ – Editorial

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