Argentina: Alberto Fernández e Javier Milei iniciam transição

Atual presidente recebeu o futuro chefe do Executivo, na manhã desta terça-feira (21), na residência oficial da Quinta de Olivos.

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No primeiro dia útil na Argentina após o segundo turno das eleições presidenciais, disputado no último domingo (19), o atual presidente do país, Alberto Fernández, recebeu seu sucessor, Javier Milei, para reunião na Quinta de Olivos, residência oficial localizada nos arredores de Buenos Aires. (Nota da redação: segunda-feira foi feriado na Argentina)

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O pontapé inicial da transição ocorreu logo cedo, ainda antes da abertura dos mercados. Segundo o jornal La Nación, além de Alberto e Milei, participaram integrantes do atual gabinete presidencial e Nicolás Posse, que é citado, nos bastidores, como um dos possíveis articuladores do governo que começará no dia 10 de dezembro.

“O encontro aconteceu na residência presidencial de Olivos, com o objetivo de dar início ao processo de transição institucional entre as equipes designadas por ambos nas distintas áreas de governo”, informou a porta-voz de Fernández, Gabriela Cerruti.

Em suas primeiras entrevistas após a vitória, Milei disse que pretende reduzir a estrutura do governo de 18 para oito ministérios e confirmou alguns nomes, como o da economista Diana Mondino, para o posto de ministra das Relações Exteriores; e o do advogado Mariano Cúneo Libarona, para o Ministério da Justiça.

À Radio Mitre, o eleito disse que “vamos surpreender com a equipe que estamos montando. Vamos chamar especialistas de diversos espaços políticos, desde que tenham a convicção de mudar a Argentina rumo às ideias da liberdade. Os mais talentosos vão estar dentro, não importa de onde venham, o que importa é resolver os problemas”.

Governabilidade

Em busca da governabilidade, Javier Milei, do pequeno partido La Libertad Avanza (LLA), vinculado à direita, terá de acenar para outras legendas. Embora tenha crescido, o LLA tem apenas 38 cadeiras na Câmara dos Deputados (de 257) e oito no Senado (de 72), o que o deixa dependente de pactos com lideranças como o ex-presidente Mauricio Macri.

Outro obstáculo para a implantação de bandeiras vistas como radicais, como extinguir o Banco Central e retirar a Argentina do Mercosul, é o próprio sistema federal argentino, no qual as províncias têm ampla autonomia. Embora tenha feito votação expressiva na maior parte do país, Milei não elegeu governadores, o que exigirá a composição de alianças.

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