FMI revê para cima projeção de crescimento da economia do Paraguai

Segundo o organismo multilateral, país poderá crescer até 4,5% em 2023, com destaque para o setor agrícola.

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A economia do Paraguai poderá crescer até 4,5% em 2023, acima da média mundial de 2,8%. É o que aponta a nova estimativa divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em abril, revisando para cima os 4,3% citados na projeção de março. O setor agrícola, que está recuperando-se dos efeitos da seca, aparece como o principal indutor.

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Em declarações reproduzidas pelo jornal La Nación, Mauricio Villafuerte, chefe da missão técnica que visitou o país, citou também o fim da estiagem na hidrovia dos rios Paraná e Paraguai, facilitando o processo de exportação de grãos e de importação dos insumos necessários para as próximas safras.

“O crescimento projetado é de 4,5% para 2023, com expectativa de que o déficit fiscal deste ano caia para 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB)”, detalhou. “Isso é importante, porque o Paraguai precisa reconstruir a base fiscal e preservar a resiliência ante choques futuros, depois dos últimos anos de aumentos substanciais na dívida pública.”

A perspectiva para a inflação, por sua vez, é de taxa em torno de 5,2%, após acumulado de 8,1% em 2022. O cenário, contudo, dependerá de fatores externos, como o preço e a disponibilidade de combustíveis derivados do petróleo (o Paraguai não possui produção própria) e as flutuações dos produtos agrícolas no mercado internacional.

Já a Argentina deverá ter crescimento de apenas 0,2% em 2023, ante perspectiva inicial de 2%. O motivo para a revisão pessimista é o impacto da seca nas principais regiões produtoras de grãos. O incremento do PIB do Brasil, segundo o FMI, ficará em 0,9%, abaixo da média de 1,6% prevista para a América Latina e o Caribe.

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